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Cuiabá 29/05/2019 14:16

Arcanjo é preso suspeito de comandar jogo do bicho em MT; outros 62 mandados são cumpridos em operação

As investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho em Mato Grosso e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões.

 A Polícia Civil faz uma operação nesta quarta-feira (29) em Cuiabá contra duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho em Mato Grosso. Até as 7h (horário de MT) foram presos João Arcanjo Ribeiro e o genro dele Giovanni Zem Rodrigues, ambos suspeitos de chefiar uma das organizações.

Giovanni Zem Rodrigues foi preso pela Polícia Federal (PF) ao desembarcar em Guarulhos (SP) na manhã desta quarta-feira.

Giovanni Zem Rodrigues foi preso pela Polícia Federal (PF) ao desembarcar em Guarulhos (SP) na manhã desta quarta-feira. — Foto: Polícia Federal

Ao todo são 33 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, um dos alvos de prisão é Frederico Muller Coutinho, suspeito de chefiar outra organização do esquema, mas não há informações se já foi preso ou não. O advogado de Frederico, Adriano Coutinho de Aquino, disse que ainda não está inteirado sobre a prisão e só vai se pronunciar após ter acesso aos autos.

 

Policiais cumprem mandados na casa de João Arcanjo Ribeiro. — Foto: Ruberlei Siqueira/TVCA

A Operação Mantus foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz) e pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) para o cumprimento de mandados expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.

Em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, um homem e uma mulher foram presos e três veículos foram apreendidos. — Foto: TVCA/Reprodução

As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em mais 5 cidades do interior do Estado.

Em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, um homem e uma mulher foram presos e três veículos foram apreendidos.

Investigações

Mandados de busca e apreensão da Operação Mantus, em Sorriso — Foto: Polícia Civil de Sorriso/Divulgação

As investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho em Mato Grosso e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões. Uma das organizações é liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, já a outra é liderada por Frederico Muller Coutinho.

João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “Comendador”, é acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso, nas décadas de 80 e 90, além de estar envolvido com a sonegação de milhares de reais em impostos, entre outros crimes.

João Arcanjo Ribeiro

Mais de R$ 200 mil foram apreendidos na casa de João Arcanjo Ribeiro, em Cuiabá, durante a Operação Mantus. — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/GCCO

No ano de 2002, Arcanjo foi alvo da operação da Polícia Federal, Arca de Noé, em que teve o mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de contravenção penal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídio. A prisão do bicheiro foi cumprida em abril de 2003 no Uruguai. Arcanjo conseguiu a progressão de pena do regime fechado para o semiaberto em fevereiro de 2018, após 15 anos preso.

Frederico Müller Coutinho

Operação Mantus, em Cuiabá — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/GCCO

O empresário Frederico Müller Coutinho é um dos delatores da Operação Sodoma, que investigou fraudes que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa. Müller trocava cheques no esquema e chegou a passar dinheiro para o então braço direito do ex-governador. Os cheques teriam sido emitidos como parte de um suposto acordo de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador.

Briga entre organizações

Mandados de busca e apreensão da Operação Mantus, em Sorriso — Foto: Polícia Civil de Sorriso/Divulgação

Durante as investigações, foi identificada uma acirrada disputa de espaço pelas organizações, havendo situações de extorsão mediante sequestro praticada com o objetivo de manter o controle da jogatina em algumas cidades.

Os investigadores também identificaram remessas de valores para o exterior, com o recolhimento de impostos para não levantar suspeitas das autoridades. Foram decretados os bloqueios de contas e investimentos em nome dos investigados, bem como houve o sequestro de ao menos três prédios vinculados aos crimes investigados.

Os suspeitos vão responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.

 Do G1 MT

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