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BNDES 26/06/2019 16:26 www.youtube.com

'Não temos nada a esconder no BNDES', diz Joaquim Levy em CPI da Câmara

Ex-presidente do banco de desenvolvimento prestou depoimento nesta quarta (26) à comissão de inquérito que investiga supostas irregularidades na instituição. Levy pediu demissão no dia 16

 O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Joaquim Levy afirmou nesta quarta-feira (26) que não há nada o que esconder na instituição de fomento. Levy prestou depoimento, como testemunha, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara que investiga supostas práticas ilícitas no BNDES.

Levy pediu demissão do banco no dia 16 após o presidente Jair Bolsonaro declarar publicamente que estava insatisfeito com a atuação do economista no comando do banco. Uma das queixas do presidente era a suposta leniência de Levy em divulgar o que ele classifica de "caixa preta" do BNDES.

"Não temos nada o que esconder no BNDES. Tem inúmeras comissões de apuração interna. Temos respondido a todas as perguntas. Contratamos uma investigação independente a pedido de nossos auditores externos", declarou Levy aos integrantes da CPI do BNDES, complementando que o banco de desenvolvimento está aberto "a todas as instâncias de controle".

"O sentido mais preciso da caixa preta é aquele artefato que registra o que aconteceu com qualquer veículo. Acho que o BNDES tem a história registrada. Se houve acidente ou não, aí varia da apreciação de cada um. Hoje em dia, o BNDES tem um grau de transparência que poucas instituições tem", disse o economista.

Questionado pelos deputados sobre se poderia ser acusado de não abrir a caixa preta do banco, Levy respondeu que se esforçou para comunicar o que se passa dentro da instituição. "Acho que fiz esforços de comunicar tudo o que acontece dentro do BNDES e diria que que hoje o BNDES não tem o que esconder."

'Emagrecimento'

Em sua fala inicial, Levy fez um retrospecto do que chamou de inchaço do BNDES entre os anos de 2009 e 2014 e o posterior "emagrecimento". "Sem dúvida nenhuma, o BNDES hoje é muito mais magrinho do que era no passado", enfatizou.

O economista disse ainda que ao chegar ao BNDES, no início deste ano, "encontrou um BNDES fundamentalmente diferente".

"Um BNDES mais transparente. Um BNDES que está falando com os órgãos reguladores, mas, principalmente, um BNDES que não tem mais subsídios", ponderou Levy, referindo-se à lei aprovada pelo Congresso Nacional que aproximou a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) da taxa Selic.

Demissão

Levy pede demissão da presidência do BNDES; Guedes ainda não anunciou substituto

Ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy pediu demissão um dia após Bolsonaro afirmar a jornalistas, em uma entrevista coletiva, que o então presidente do BNDES estava com a "cabeça a prêmio" porque havia desobedecido a ordem de demitir o recém nomeado diretor de Mercado de Capitais do banco, Marcos Barbosa Pinto.

Na ocasião, o presidente também afirmou que se Barbosa não fosse demitido, ele próprio demitiria Levy.

Marcos Pinto, a quem Bolsonaro se referiu, foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES entre 2006 e 2007. Fiocca era considerado um homem de confiança do então ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Diante da repercussão do caso, Marcos Pinto tomou a iniciativa de pedir demissão da diretoria do BNDES no mesmo dia em que Bolsonaro cobrou a saída dele do banco. No dia seguinte, o próprio Levy enviou uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedindo demissão.

Em meio ao depoimento na CPI, o economista classificou de "desencontro" o episódio que levou a pedir demissão do banco. Segundo ele, Bolsonaro "demonstrou desconforto" com a nomeação do Marcos Barbosa Pinto, mesmo com a aprovação da própria Casa Civil para que ele atuasse na direção do BNDES.

"Não sei as informações que ele dispunha no momento, infelizmente, houve um desencontro", afirmou Levy aos parlamentares. "É pessoa tecnicamente adequada. Houve, mais do que tudo, um mal-entendido e, infelizmente, essas coisas acontecem”, enfatizou.

Com a saída de Joaquim Levy, Paulo Guedes escolheu o engenheiro e economista Gustavo Henrique Moreira Montezano para presidir o BNDES. Montezano era o secretário especial adjunto de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia.

Do G1, Brasília


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