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✦ Saúde

Cardiologia 31/03/2018 04:27

Como fazer a anticoagulação no paciente que tem FA e descobre um câncer?

Os novos anticoagulantes orais (NOAC) se mostraram uma opção mais eficaz, mais segura e sem necessidade de monitorização, e são hoje o tratamento padrão nos pacientes com FA e TEV.

 O risco tromboembólico da fibrilação atrial (FA) é um fenômeno muito conhecido e estudado e pode serestimado a partir de escores, sendo o CHA2DS2-VASc o mais utilizado atualmente. Do mesmo modo, pacientes com câncer apresentam um estado de hipercoagulabilidade, sendo os fenômenos tromboembólicos (TEV) uma paraneoplasia relativamente frequente.

Durante muitos anos, o tratamento de ambas as condições foi com dose plena de heparina (comum ou de baixo peso molecular) seguido de varfarina oral, com ajuste da dose a fim de obter um INR na faixa 2,0 a 3,0. Contudo, a varfarina é um fármaco problemático, com risco de interações medicamentosas e necessidade frequente de monitorização.

Os novos anticoagulantes orais (NOAC) se mostraram uma opção mais eficaz, mais segura e sem necessidade de monitorização, e são hoje o tratamento padrão nos pacientes com FA e TEV. Contudo, o câncer é uma forma de trombofilia, no qual o risco tromboembólico é muito maior. Em situações equivalentes, como os pacientes com prótese cardíaca valvar, lesão valvar reumática e os com síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, os NOAC não tiveram bom desempenho e não estão recomendados!

E no paciente com câncer, posso usar um NOAC?

Em pacientes com FA e que apresentam um diagnóstico concomitante de câncer, a resposta parece ser sim. Isso ainda não está nas diretrizes, mas um estudo recente trouxe dados positivos. A partir de uma base de dados do Medicare nos EUA, 16 mil pacientes com FA e câncer foram selecionados. Havia 40% de mulheres e o câncer mais comum foi o de mama. Os autores observaram:

  • Apixabana foi o fármaco associado com menor risco de sangramento grave.
  • Apixabana e dabigatrana estiveram associadas com menor risco de sangramentos em geral.
  • Todos NOAC foram tão eficazes quanto a varfarina em reduzir risco AVC isquêmico.
  • A taxa de TEV foi menor com todos os NOAC em comparação com a varfarina.

Nos pacientes com TEV e câncer, há mais estudos e, apesar de ainda não constarem nas diretrizes, há uma tendência em aceitar o uso de NOAC, por serem tão ou mais eficazes, de melhor posologia e menor risco de sangramento. Veja aqui nossa reportagem sobre o tema!

Os principais estudos até agora mostram:

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