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Marcelândia-MT Dia 23 de agosto de 2017 - 17:05hs

Em delação, ex-governador de MT diz ter feito acordo com Taques em 2014 sob orientação de Maggi


Silval disse ter sido orientado pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PR), e pelo ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), a se aproximar de Taques, então senador da República e à época candidato ao governo do estado.

Em nota, Blairo Maggi negou ter participado de qualquer reunião política com Silval Barbosa, Mauro Mendes e Pedro Taques. “Se houve qualquer encontro ou se existia algum interesse em acordos de proteção, foi por parte do próprio Silval Barbosa, uma vez que ele era o governador a época”, diz, em trecho do documento. A reportagem não conseguiu contato com Mauro Mendes até a publicação desta matéria.

Segundo Silval Barbosa, a proposta era simples, mas muito importante para os interesses dos dois. Ele não deveria investir na campanha de Lúdio Cabral (PT), adversário de Taques na disputa ao governo e candidato do grupo político de Silval. Inclusive, a vice da chapa, Teté Bezerra, era do PMDB.

Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, nega ter participado de acordo (Foto: Denise Soares/ G1)

Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, nega ter participado de acordo (Foto: Denise Soares/ G1)

 Na delação, Silval Barbosa disse que concordou com a proposta, mas exigiu que Taques assumisse esse compromisso de não investigá-lo. Desse modo, ele participou de uma reunião na casa de Mauro Mendes com a participação de Blairo Maggi e de Pedro Taques.

Ainda segundo Silval, nessa reunião, Taques teria reforçado que se ele não investisse na campanha de Lúdio, não iria ficar remexendo nos erros cometidos nas gestões anteriores, caso fosse eleito.

Além disso, durante a campanha eleitoral, Taques teria reclamado sobre a atuação de secretários de governo em favor da candidatura de Lúdio.

O ex-governador também disse na delação que recebeu um pedido de Mauro Mendes para doar R$ 20 milhões para a campanha de Taques. Essa doação seria uma garantia de que, caso eleito, o governador “não olharia no retrovisor”, ou seja, não investigaria as ações de Silval Barbosa.

Tempos depois, ainda segundo o delator, Mauro Mendes deixou a coordenação financeira da campanha de Taques e o cargo passou a ser ocupado pelo empresário Alan Malouf, com quem Silval declarou ter mantido conversas sobre a campanha de Taques.

O governador nega que Alan Malouf tenha trabalhado na campanha dele. Porém, o empresário declarou à Justiça que além de ter atuado como coordenador financeiro, ainda pagou R$ 2 milhões de dívidas não declaradas, ou seja, caixa dois, na campanha.

“Diante dos fatos apresentados, Alan Malouf esclarece que participou sim, ativamente da campanha do governador Pedro Taques, inclusive captando recursos financeiros, conforme já mencionado perante a justiça de Mato Grosso e serão oportunamente detalhados”, diz, em nota divulgada pela defesa dele.

Alan Malouf reforçou em nota que vai falar sobre as inúmeras reuniões que participou durante a campanha de pedro taques, em momento oportuno à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Por G1 MT

Esta postagem foi publicada em 23 de agosto de 2017 Carrossel de Notícias Topo, Destaque inicial 1, Destaque inicial 4 só textos, Mato Grosso, Notícias Barra Lateral 2, Política.

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