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Marcelândia-MT Dia 22 de novembro de 2017 - 05:17hs

Marcelândia: Palestra do Programa ‘A União Faz a Vida’ foi realizada na Sede Apae na noite desta segunda feira(20)


O Projeto União faz a Vida com apoio da Cooperativa Sicredi Norte, tem como objetivo  dar ao aluno mais incentivo para compartilhar as ideias  ensinar o que sabe, perguntar o que ignora e praticar o que ensina. Estiveram presentes os professores das escolas, Santa Terezinha, Paulo Freire, Castro Alves, Pedro Bianchini, Escola Curumim, Santa Rita, Etelvina Ferreira de Cerqueira Diamante. Estiveram presentes também as professoras das Creches Menino Jesus, Primeiros Passos e Sagrada Família. A equipe da Unidade de Atendimento da Cooperativa Sicredi da cidade de Marcelândia deram todo o apoio necessário para que o evento fosse realizado. A Secretária municipal de Educação; Sonia Martínis também se fez presente ao evento. O professor Marcos Ormond é o Coordenador do projeto no município de Marcelândia.

Hábitos de higiene e saúde no maternal

Expedição Investigativa

– Passeios aos locais de higiene (Banheiro, lavatórios etc. ) e à cozinha da escola
– Vídeos pedagógicos

Objetivos

Visa promover e desenvolver conhecimentos de higiene e prevenção de doenças através de conhecimento prático e teórico, tendo como objetivo também proporcionar amplas informações e ações educativas preventivas acerca da manutenção e recuperação da saúde, de modo a incorporar e acrescentar os hábitos de higiene e saúde, para que as crianças estejam aptas a repassar o conhecimento construído no âmbito escolar, no contexto familiar e social.

Comunidade de Aprendizagem

– Ambiente Escolar,
– Família.

Articulação com o currículo

Articula-se com o currículo de modo geral, uma vez que, a proposta será contextualizada de forma lúdica, a partir do interesse, participação e necessidade da criança, tendo como base uma aprendizagem crítica e participativa trabalhada conforme os eixos da educação infantil.

A importância de reciclar

Expedição Investigativa

A expedição investigativa foi realizada na escola , quando questionamos os alunos sobre o que faz alguns equipamentos funcionarem, as crianças observaram a presença de pilhas/baterias e começaram a questionar o que acontecia com elas após o uso. Daí surgiu o interesse pela importância da reciclagem, mais especifico na reciclagem de pilhas e baterias.

Objetivos

– Conscientizar que com o descarte de pilhas e baterias em lixos comuns é prejudicial ao meio ambiente,
– Pode acontecer contaminação do solo e até dos lençóis freáticos.

Comunidade de Aprendizagem

Comunidade escolar, visitantes da escola, pais e colaboradores da escola (arrecadação de pilhas/baterias)

Articulação com o currículo

Ciências: Meio ambiente, Lixo
Arte: Recorte, colagem com figuras de equipamentos eletrônicos, pintura, dobraduras;
Português: Leitura de textos verbais e não verbais, produção de frases;
Geografia: Noção de espaço, lateralidade.

Processo Assemblear / Conselho de Grupo

Na roda de conversa, as crianças interessaram-se em conhecer mais sobre o uso das pilhas/baterias e a preocupação em com futuros problemas que poderiam ser causados ao meio ambiente, caso esse tipo de lixo não fosse descartado corretamente. Além da escolha do título do projeto.

Na década de 80, o SICREDI contava com mais de 60 cooperativas de crédito que, após terem enfrentado dificuldades relacionadas aos sobressaltos da economia, viviam um período de desenvolvimento. Mas ainda havia desafios a vencer. Num ambiente onde um número expressivo de cooperativas, especialmente as agropecuárias, apresentavam dificuldades econômicas, era preciso garantir a sobrevivência dos empreendimentos cooperativos, ampliando o conhecimento sobre o cooperativismo e a natureza das sociedades cooperativas.

Histórico

Como forma de enfrentar esses desafios, o SICREDI decidiu pela criação de materiais de divulgação sobre cooperação e cooperativismo e o desenvolvimento de programas de cooperativismo nas escolas, com o objetivo de sensibilizar crianças e jovens para o tema. O objetivo principal era disseminar o cooperativismo como forma de desenvolvimento. Após pesquisa junto às organizações relacionadas ao cooperativismo, no Brasil e no exterior, foram encontradas iniciativas que abordavam questões pontuais sobre o cooperativismo, mas nenhum programa específico que pudesse contribuir para o atendimento das necessidades percebidas pelas cooperativas foi identificado. A avaliação era de que não bastava a simples disseminação de informações sobre o cooperativismo, era preciso ousadia e planejamento para transformar a percepção das pessoas também, sobre a sua capacidade de participar como agentes empreendedores de seu próprio desenvolvimento econômico e social. Na raiz deste problema encontrava-se um regime político e econômico no qual o Estado fora, por mais de 30 anos, o maior empreendedor. Era fácil compreender porque as pessoas que vivenciaram esse período não se apresentavam como participativas e empreendedoras, e sim, individualmente defensoras de seu trabalho ou da sua atividade. As próprias iniciativas de cooperativismo haviam sido desenvolvidas a partir de financiamento público. Em 1992, em uma visita às cooperativas de crédito da Argentina e do Uruguai, dirigentes do SICREDI entraram em contato com uma Cooperativa Habitacional nas cercanias de Montevidéu, onde funcionava, também, uma Cooperativa Escola. Impressionados, foram recebidos e guiados por um garoto de 11 anos, presidente da cooperativa, simpático, entusiasmado e demonstrando muito conhecimento sobre cooperativismo. Esse episódio corroborou com a tese de que era essencial buscar a construção de uma nova cultura sobre cooperação e empreendedorismo. Assim, em 1993, o SICREDI se aproximou do Centro de Desenvolvimento e Pesquisa sobre Cooperativismo da Universidade do Vale do Rio do Sinos – São Leopoldo/RS, com o apoio do Padre Roque Lauchner, então coordenador. A idéia era desenvolver um programa de educação cooperativa, cujo projeto previa contratação de especialistas nas diversas disciplinas curriculares de ensino, os quais proporiam metodologias que privilegiassem o empreendedorismo e o coletivismo, em substituição à prática individual. Surgia então a ideia inicial do Programa A União Faz a Vida: em 27 de janeiro de 1994, o Conselho de Administração da Cooperativa Central de Crédito do RS aprovou o cronograma inicial, de acordo com o qual se implantaria o projeto piloto no município de Santo Cristo/RS. A partir daí, as sementes do Programa brotaram e multiplicaram-se. Novos educadores e instituições de ensino superior somaram-se ao Programa e contribuíram com a adesão de novos municípios e novos estados.

Para fazer parte do Programa A União Faz a Vida é preciso entrar em contato com a Unidade de Atendimento Sicredi da sua cidade.

Atualmente o Programa conta com 219.866 crianças e adolescentes, 18.743 educadores presentes em 1.428 escolas, 274 municípios e o apoio de 61 Cooperativas. Só no estado de Mato Grosso 28 Município fazem parte do Programa.

União faz  a vida palestra realizada na sede da APAE em Marcelândia na noite do dia 20 de Novembro de 2017 Contou com  a presença Jussara Ceron; professora de pedagogia, Alexandre Lima de Oliveira; Diretor de Escola em Sapesal, Sergio Roberto Lima de Oliveira  professor  de escola Sapezal

Princípios

Cooperação e Cidadania

Os princípios orientam o Programa, projetam sua visão de mundo e a compreensão sobre o modo de organização econômica e social que deseja reafirmar. Nessa perspectiva, é imprescindível que todos os envolvidos com o Programa incorporem esses princípios ao seu cotidiano, pois se acredita que a apropriação de novas posturas e atitudes só ocorre quando elas são vivenciadas no dia-a-dia.

Cooperação

Nos ambientes educacionais se faz necessário fortalecer as práticas de convivência, incorporando-as ao cotidiano das crianças e adolescentes. É preciso incentivar seriamente a cooperação, o diálogo e o comportamento solidário, especialmente quando se pensa num esforço educacional abrangente que envolve a comunidade, uma educação que investe na formação de consciência coletiva democrática. Nesse caso, a cooperação é essencial, e faz todo o sentido a recomendação de Ortega e Del Rey (2002, p.51), de que “Tudo isso se consegue melhor quando se trabalha em grupo e em cooperação…”, alertando que: “Não se trata de dissolver o indivíduo num ente desconhecido, chamado grupo, mas de tomar consciência de que a vinculação ao grupo nos aporta à verdadeira dimensão social e ao único referencial real sobre nosso comportamento intelectual, afetivo e moral.” Para a cooperação – compreendida como forma de construção social do conhecimento – também tem grande importância a comunicação, a documentação, a afetividade e o diálogo. A comunicação permite integrar os conhecimentos apreendidos. A documentação constitui o registro da história que se constrói no dia-a-dia. A afetividade e o diálogo são os principais elos entre os indivíduos e os objetos de conhecimento. Dito isso, fica claro que não se pode improvisar em termos de cooperação nos ambientes educacionais: são contrárias, as atividades cooperativas devem ser cuidadosamente pensadas e planejadas. Um ponto relevante nessa busca é a valorização das crianças e dos adolescentes e de sua formação: o mais importante já não é a acumulação de conhecimentos – mas o processo de construção dos conhecimentos. O motivo é que assim se pode levar em conta o equilíbrio pessoal e a harmonia social, que vão além do simples acúmulo de conhecimento. Dentro dessa perspectiva inovadora, as crianças e os adolescentes passam a ser o centro da atenção pedagógica. Ocorre uma grande inversão, na qual as crianças e adolescentes deixam o papel passivo, de simples receptores de conhecimento, e passam a ser sujeitos ativos no processo de aprendizagem. Passa a ser fundamental o reconhecimento de seus desejos, das suas necessidades e interesses, porque é a partir desses desejos, necessidades e interesses que se planejam as ações pedagógicas. E o conhecimento passa a ser fruto da reflexão sobre situações concretas, ou seja, já não é visto como algo externo ao seu meio social. Ao contrário, vem se somar às ações práticas sobre o meio social. Significa, novamente, que as ações cooperativas possam ajudar a constituir ambientes educacionais democráticos, capazes de formar pessoas autônomas para decidirem o seu destino pessoal e coletivo.

Cidadania

A cidadania é o valor básico de uma sociedade democrática e deve ser entendida como o pleno exercício de direitos e responsabilidades. Acredita-se que a cidadania só se efetiva quando fundada na simultaneidade e interdependência dos valores éticos de igualdade e equidade, diversidade, liberdade, autonomia e emancipação, participação, solidariedade e relação dialógica, necessários para o desenvolvimento de cidadãos capazes de construir e empreender coletivamente. A moderna noção de igualdade reconhece que todas as pessoas são diferentes e ao mesmo tempo proclama que todos devem ser tratados como equivalentes. Projeta que todas as pessoas são submetidas à lei e gozam dos mesmos direitos e responsabilidades. A equidade não se efetiva pela simples aplicação de regras de direitos para todos, mas especialmente por meio de ações específicas que consideram a particularidade de pessoas, grupos e territórios. A Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma a dignidade comum a todos como sujeitos de direito, incorporando o reconhecimento da sua diversidade. As semelhanças nos unem e as diversidades nos enriquecem. A liberdade considera cada indivíduo capaz, autônoma e espontaneamente, de escolher seus caminhos. Expressa um direito e uma responsabilidade para todos os cidadãos. Direito, no sentido de poder tomar parte nas decisões que afetam sua vida, e responsabilidade em assumir compromissos frente à sociedade.
Para a construção do ambiente cooperativo, as relações sociais devem se pautar no exercício do diálogo. A relação dialógica garante espaço para contradições e complementaridades inerentes ao ambiente educativo. O processo de participação, para Bordenave (1994, p.16) é caracterizado por duas dimensões: “Uma afetiva: quando participamos porque sentimos prazer em fazer coisas com outros. E outra instrumental: participamos porque fazer coisas com outros é mais eficaz e eficiente do que fazê-las sozinhos.” A participação, segundo Lima (2001, p.76), pressupõe também, tipos e níveis de envolvimento: […] Em termos de mobilização de recursos e vontades convocados/empenhados na tentativa de defender certos interesses e de impor certas soluções […] em formas de ação e de comprometimento mais ou menos militante […]. A participação social pode ultrapassar o micro universo das relações sociais locais e passar a promover transformações nos macrorganismos da sociedade, no âmbito político e econômico. Segundo Bordenave (1994,p.25): A participação social é a produção de bens materiais e culturais, bem como, sua administração e seu usufruto. […] O conceito é transferido desse modo, da dimensão superficial do mero ativismo imediatista, em geral, sem consequências sobre o todo, para o âmago das estruturas sociais, políticas e econômicas. […] Se uma população apenas produz e não usufrui dessa produção, ou se ela produz e usufrui, mas não toma parte na gestão, não se pode afirmar que ela participa verdadeiramente. Solidariedade é o sentimento de vínculo à vida, aos interesses e às responsabilidades de um grupo social, de uma nação, ou da própria humanidade. Remete também para a relação de responsabilidade entre pessoas unidas por interesses comuns, de maneira que cada elemento do grupo sinta necessidade moral de apoiar o(s) outro(s). Essa perspectiva concebe a solidariedade como uma responsabilidade coletiva e não apenas uma ação espontânea de diferentes grupos sociais.

Foto: Assessoria

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Esta postagem foi publicada em 22 de novembro de 2017 Carrossel de Notícias Topo, Destaque Inicial 2, Destaque inicial 4 só textos, Entretenimento Inicial 2, Marcelândia, Notícias Barra Lateral 2, Notícias da Região.

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