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Marcelândia-MT Dia 12 de janeiro de 2018 - 08:01hs

ONG diz que venezuelanos estão se alimentando de comida para cachorro


A ONG Programa Venezuelano de Educação e Ação para os Direitos Humanos (Provea) visitou supermercados em Caracas e concluiu que “muitas pessoas compram as chamadas ‘salsichas para cães’, que são compostas por ossos de frango triturados e misturados com outras partes não comestíveis do frango” para “consumo humano”, denunciou nesta sexta-feira (12).

Segundo o relatório, algumas pessoas admitiram que ingeriam aquele alimento com ovos mexidos ou fritos e misturados com arroz.

Com base em outras denúncias, o jornal venezuelano ‘El Universal’ noticiou que o consumo de alimentos para animais se converteu numa “prática normal” para “muitos venezuelanos”, perante a “escassez” e “altos preços” dos alimentos no país.

“Um dos principais alimentos para animais que as pessoas consomem é o arroz [para galinhas], por ser mais econômico e render mais, mas a este produto adiciona-se salsichas para cães”, explicou.

O médico Manuel Hernández, do organismo para as questões sanitárias no estado venezuelano de Miranda, advertiu, num comentário difundido pela Internet, que o arroz usado para alimentar galinhas “não cumpre com as melhores condições de higiene”, e se trata de um “subproduto”, colhido a partir do desperdício do arroz tradicional.

Hernández lembrou que aquele arroz “contém bactérias” e que “durante o processo de produção poderá ter caído no chão e estar contaminado com urina de roedores”.

A nutricionista Yazarenit Mercadante, da Fundação Bengoa para a Alimentação e Nutrição, advertiu para o risco de doenças, contraídas através do consumo de produtos que são vendidos avulso e cujas condições de processamento e armazenamento são desconhecidas.

Mercadante lembrou que as salsichas para animais podem conter partículas que não foram tratadas adequadamente.

Para a Provea, o uso de alimentos de animais para consumo humano “é uma dramática consequência da violação do direito à alimentação por parte do Estado” venezuelano, o qual acusa de “não tomar medidas para garantir que a população tenha acesso a produtos da dieta básica, de maneira segura e a preços acessíveis”.

“Nesse sentido, as fiscalizações aos supermercados são medidas arbitrárias e insuficientes para garantir comida para os venezuelanos”, explicou, numa alusão à recente descida de preços imposta pelas autoridades.

Notícias Ao Minuto


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Esta postagem foi publicada em 12 de janeiro de 2018 Carrossel de Notícias Topo, Destaque Inicial 2, Destaque inicial 4 só textos, Destaque inicial 5, Entretenimento, Internacional, Notícias Barra Lateral 2.

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