“Hoje eu tô muito triste”: Lula reage à classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA; ASSISTA!
Ele citou nomes de foragidos brasileiros que estariam nos Estados Unidos e pediu que Trump os entregue.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta sexta-feira (29), declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre a possibilidade de o governo norte-americano ampliar medidas contra facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Lula classificou uma eventual intervenção dos EUA no Brasil como “retrocesso” .
A cobrança por cooperação
Em discurso em Sergipe, Lula afirmou que o Brasil está disposto a cooperar, mas cobrou reciprocidade. Ele citou nomes de foragidos brasileiros que estariam nos Estados Unidos e pediu que Trump os entregue.
“Vamos começar entregando o Ramagem que está escondido lá. Começar entregando o maior contrabandista de combustíveis do país, o Ricardo Magro [dono da Refit], a PF e a Receita apreenderam R$ 250 milhões de combustível que eles estão contrabandeando e ele está morando em Miami. Eu entreguei para o Trump o nome dele e a fotografia da casa dele. Quer combater o crime organizado, me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos.”
Críticas a Marco Rubio
Lula também criticou diretamente o secretário de Estado americano.
“Hoje eu tô muito triste com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos, um tal de Marco Rubio, disse que nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, afirmou.
Combate deve ser nacional
O presidente declarou que as facções criminosas “são terroristas para a sociedade brasileira” , mas disse que o combate aos grupos deve ser conduzido pelas instituições nacionais.
“Nós aprovamos uma lei contra o crime organizado e vamos combater os criminosos”, declarou.
Críticas a Bolsonaro
Lula elevou o tom contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os chamou de “traidores” por buscarem apoio político no exterior.
“Tem gente que vai aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Isso é traição. É traidor”, afirmou.
Sem citar diretamente o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Lula disse que há políticos brasileiros buscando apoio estrangeiro por não aceitarem a disputa eleitoral no país.
“Eles sabem que eu sou o presidente mais perto da vitória neste país”, declarou.
Defesa da soberania nacional
O presidente também afirmou que o Brasil “não é república de banana” e defendeu respeito à soberania nacional.
“Esse aqui é um país muito grande. Eu trato um país pequeno com o mesmo respeito que trato a China, a Rússia e os Estados Unidos. O que eu quero é respeito”, disse.
A fala foi feita durante cerimônia da Petrobras em Sergipe, ao lado do governador Fábio Mitidieri (PSD), ministros e parlamentares aliados.
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