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Moro lembra que Lula teve 572 visitas na prisão; só do candidato Haddad foram 21

Senador cita os números para ilustrar a perseguição a Jair Bolsonaro

      O senador Sergio Moro (PL-PR) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que proibiu o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

A manifestação ocorreu após Flávio ler publicamente uma carta escrita pelo pai, no último sábado (11).

Em publicação nas redes sociais, Moro comparou a atual decisão com o período em que o presidente Lula (PT) esteve preso, em Curitiba, entre 2018 e 2019.

À época, Moro era o juiz titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e conduzia os processos da Operação Lava Jato que resultaram na condenação e prisão do petista.

Segundo o senador, durante a prisão de Lula foram autorizadas centenas de visitas, inclusive de lideranças políticas.

“Lula, durante 2018, recebeu 572 visitas na prisão, inclusive 21 do então candidato à Presidência do PT, Fernando Haddad. Seus visitantes concediam, em seguida, longas entrevistas à TV e à imprensa sobre o que Lula havia falado. Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula.”

Na sequência, Moro afirmou que a situação de Jair Bolsonaro é diferente e questionou a restrição imposta por Moraes:

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“Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e, pelo jeito, também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso. Falta proporcionalidade e legalidade à decisão do Min. Moraes.”

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