Pesquisa Quaest revela quantos brasileiros apoiam a decisão dos EUA sobre PCC e CV
A pressão popular por endurecimento legal ocorre em um momento de forte debate sobre a segurança pública e as relações internacionais do país.

A maioria absoluta dos brasileiros defende que o governo federal mude o enquadramento legal das maiores facções criminosas do país. De acordo com a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10), 60% dos entrevistados concordam que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) deveriam ser considerados organizações terroristas pelo governo do Brasil.
O levantamento aponta que apenas 29% da população discorda da medida, enquanto 11% preferiram não responder ou não souberam opinar.
A pressão popular por endurecimento legal ocorre em um momento de forte debate sobre a segurança pública e as relações internacionais do país.
Brasileiros se dividem sobre interferência dos EUA
A Quaest também mapeou a opinião pública após a recente decisão do governo de Donald Trump, que oficializou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas em junho.
Quando questionados se concordavam com a medida adotada por Washington, os brasileiros se mostraram completamente divididos:
A favor da classificação pelos EUA: 45%
Contra a classificação pelos EUA: 45%
Não sabem ou não responderam: 10%
O ‘fator Flávio Bolsonaro’ na decisão de Trump
A pesquisa mediu o impacto político dos bastidores que antecederam o anúncio americano. O governo dos EUA divulgou a medida no fim de maio, um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL) se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Para a maior parte dos entrevistados, a movimentação do senador foi decisiva: 47% avaliam que Flávio Bolsonaro influenciou Trump na decisão de rotular as facções brasileiras como terroristas. Outros 37% acreditam que o parlamentar não teve participação no caso, e 16% não souberam responder.
O interesse do eleitorado pelo tema é alto. Segundo a Quaest, exatamente metade dos entrevistados (50%) afirmou ter conhecimento sobre o encontro entre Trump e Flávio Bolsonaro realizado no fim de maio, enquanto a outra metade (50%) declarou não saber da reunião.
O questionário incluiu um bloco inteiro focado na percepção dos eleitores sobre o relacionamento do Brasil com os Estados Unidos e os vínculos que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro mantêm com o governo americano.
Ficha técnica
Período de coleta: 5 a 8 de junho de 2026
Amostra: 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Nível de confiança: 95%
Registro no TSE: BR-07661/
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