Petistas pedem afastamento de Viana da presidência da CPMI
Parlamentares alegam que há "conflito de interesses" por parte do líder da comissão do INSS em razão do caso Master

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou à presidência do Congresso Nacional que afaste o senador Carlos Viana (Podemos-MG) do comando da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS sob alegação de “quebra da imparcialidade” e “conflito de interesses”.
No texto, protocolado nesta terça-feira (24), os parlamentares petistas Pedro Uczai (SC), Rogério Correia (MG), Alencar Santana (SP) e Lindbergh Farias (RJ) afirmam que Viana “perdeu as condições políticas e legais de continuar à frente dos trabalhos de investigação da comissão”.
– O curso da investigação envolve personagens, entidades e relações que se aproximam do seu próprio entorno político-religioso, especialmente no eixo que envolve Igreja Batista da Lagoinha, Fundação Oásis, André Valadão, Nikolas Ferreira, Fabiano Zettel, Daniel Vorcaro e Banco Master – disseram os congressistas.
– O quadro se agravou com a decisão do ministro Flávio Dino, que deu prazo de cinco dias para que o próprio senador Carlos Viana responda à acusação de irregularidades em repasses de R$ 3,6 milhões em emendas à Fundação Oásis, apontada como braço social da Igreja Batista da Lagoinha. A própria notícia destaca que a medida judicial se insere em controvérsia ligada – acrescentaram.
Os petistas sustentam que a imparcialidade objetiva da condução do colegiado ficará comprometida se seguir conduzida por Viana.
O presidente da comissão, por sua vez, afirma que que já ajudou dezenas de fundações semelhantes porque o “governo deve muito às igrejas pelas assistências sociais em presídios”.
– Eu ajudei dezenas de fundações, não somente à ligada a Lagoinha. Eu tenho 53 hospitais reformados com dinheiro que eu passei para fundações. Você não manda dinheiro direto no cofre de ninguém. Assistência social, saúde, tem que ir para um fundo municipal, é a prefeitura quem gere as licitações e entrega as macas, as camas, os equipamentos. E isso tudo é muito bem fiscalizado. Agora, qual é o tamanho da dívida que o governo tem com as igrejas? Cadeias. Quem vai lá dar assistência religiosa gratuitamente, são as igrejas – pontuou.
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