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Pesquisa nacional confirma Flávio à frente de Lula em 2º turno: 46,9 a 44,4%

No 1º turno, Lula lidera com vantagem de 2,2 pontos: 38,3% a 36,1%

    A nova rodada da pesquisa nacional Futura/Apex não mostra apenas uma disputa apertada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento revela mudanças profundas no humor do eleitorado brasileiro, desgaste institucional e uma clara divisão regional, econômica e ideológica do País.

No cenário principal de primeiro turno, Lula aparece com 38,3% das intenções de voto, contra 36,1% de Flávio Bolsonaro. A diferença caiu fortemente nos últimos meses. Em um eventual segundo turno, Flávio aparece numericamente à frente, com 46,9% contra 44,4% de Lula.

Os cruzamentos da pesquisa mostram onde cada candidatura cresce e onde encontra resistência.

Flávio Bolsonaro domina com ampla margem entre homens, alcançando 56,2% no segundo turno contra Lula. Entre os moradores do Sul, chega a 60,2%. Também lidera no Norte, com 57,4%.

Lula mantém força entre mulheres e no Nordeste. Entre eleitoras, registra 51,8%. No Nordeste, chega a 56,7%.

O levantamento também mostra que a segurança pública virou um dos principais motores eleitorais da direita.

Quando perguntados sobre qual candidato representa a melhor opção para resolver a segurança no Brasil, Flávio Bolsonaro lidera com 31,2%, contra 29% de Lula. Ronaldo Caiado aparece em terceiro, com 8,2%.

Outro dado relevante envolve o Supremo Tribunal Federal.

A pesquisa aponta que 57% dos entrevistados defendem impeachment de ministros do STF. Apenas 27,2% são contra. No Sul, o apoio ao impeachment chega a 65%. Entre homens, alcança 65,8%.

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Questionados sobre qual candidato tem postura mais crítica em relação ao STF, 37,2% apontam Flávio Bolsonaro. Lula aparece com 11,6%. Romeu Zema surge com 11,2%.

O tema da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro também aparece fortemente no levantamento. Para 34,5% dos eleitores do Sul, todos os envolvidos deveriam ser anistiados. Nacionalmente, 35,4% defendem punição para todos os envolvidos, enquanto 32,5% apoiam anistia ampla.

A pesquisa revela ainda um ambiente econômico difícil para parte expressiva da população.

Segundo o levantamento, 24,1% afirmam estar endividados. Outros 16,3% dizem ter dívidas e dificuldade para pagar. Apenas 44,8% afirmam conseguir manter as contas em dia.

Mesmo assim, programas econômicos do governo Lula apresentam impacto eleitoral relevante.

A proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil faria 39,4% votarem com certeza no presidente. Entre nordestinos, esse índice sobe para 49,2%.

O programa de renegociação de dívidas com uso do FGTS também produz efeito positivo. Segundo a pesquisa, 42,7% afirmam que votariam com certeza em Lula após conhecer a proposta.

Já o apoio ao fim da escala 6×1 gera forte adesão entre jovens e trabalhadores de renda média. Nacionalmente, 39,9% dizem que votariam com certeza no presidente por causa da medida.

A proposta de tarifa zero no transporte urbano também mostrou impacto eleitoral relevante. Quase metade dos entrevistados do Nordeste afirmou que votaria com certeza em Lula diante da proposta.

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O levantamento mostra ainda um Brasil fortemente desconfiado da política tradicional.

Quando perguntados sobre a possibilidade de surgir um terceiro nome competitivo além de Lula e Flávio Bolsonaro, apenas 17,7% afirmam que votariam com certeza nesse novo candidato. Outros 22% dizem que poderiam votar dependendo do nome.

Entre os potenciais nomes alternativos, Ciro Gomes aparece como o mais competitivo. Em um segundo turno contra Lula, alcança 37,8%. Contra Flávio Bolsonaro, marca 37%.

Romeu Zema também mantém competitividade. Contra Lula, registra 37,8%. Já contra Flávio Bolsonaro, fica em 27,1%.

Fernando Haddad apresenta desempenho mais fraco nos cenários simulados. Contra Flávio Bolsonaro, perde por 47,8% a 36,2%. Contra Ronaldo Caiado, aparece numericamente à frente, com 38,9% a 32,8%, mas com elevado índice de brancos, nulos e indecisos.

Outro dado que chama atenção envolve apostas esportivas e endividamento.

A pesquisa aponta que 12% dos brasileiros apostam frequentemente em BETs. Entre jovens de 16 a 24 anos, o índice sobe para 23,5%. Mesmo diante disso, 88,3% afirmam que jamais fariam empréstimo para continuar apostando.

O levantamento Futura/Apex ouviu 2 mil eleitores em 870 municípios entre os dias 4 e 8 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

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