✦ Mundo

Biden elogia Guaidó e diz confiar em “transição” na Venezuela

Presidente americano enviou uma carta ao líder da oposição venezuelana

  O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, elogiou em carta a “liderança” do líder opositor venezuelano Juan Guaidó e disse esperar que isso leve a uma “transição pacífica” na Venezuela, em um momento em que a oposição tenta retomar as negociações com o governo de Nicolás Maduro.

A Casa Branca confirmou nesta terça-feira (6) à Agência Efe a autenticidade da carta que Biden enviou ontem a Guaidó, por ocasião do aniversário da independência da Venezuela, e que representou um forte respaldo ao líder opositor que os EUA e outros países reconhecem como presidente interino do país.

Biden escreveu que “neste dia, refletimos sobre o tremendo trabalho que você, seu governo, a Assembleia Nacional eleita e, acima de tudo, o povo venezuelano realizaram em sua busca por uma transição pacífica e democrática na Venezuela”.

A carta, na qual Biden não cita Guaidó nominalmente e apenas o chama de “senhor presidente”, assegura que, sob a “liderança” do líder opositor e junto com a sociedade civil, “estão sendo preservados os ideais de liberdade, democracia e soberania” na Venezuela.

LEIA TAMBÉM  ‘Financial Times’ informa que EUA avaliam enquadrar Moraes, de novo, na Lei Magnitsky

O presidente dos Estados Unidos também cita o libertador Simón Bolívar, que disse que “um povo que ama a liberdade acabará sendo livre”, e conclui a carta expressando seu apoio aos objetivos de Guaidó: “Continuamos comprometidos em apoiar a luta pela liberdade de todos os venezuelanos por meio de uma transição democrática e pacífica na Venezuela”, destacou Biden.

A carta é divulgada em um momento em que a oposição liderada por Guaidó está imersa em negociações e contatos internacionais para fortalecer sua posição diante de uma nova tentativa de diálogo com Maduro.

No último mês de maio, Guaidó anunciou sua disposição de negociar com o governo de Maduro um “acordo de salvação nacional” para superar a crise na Venezuela e conseguir eleições gerais “livres” e “justas”.

Maduro respondeu dizendo que está pronto para se encontrar com “toda a oposição”, mas exige que as sanções internacionais sejam suspensas antes de se sentar para conversar.

No final de junho, Estados Unidos, União Européia e Canadá abriram a porta para “rever as sanções” impostas à Venezuela se houver “um avanço significativo em uma negociação global” que permita eleições livres, e Guaidó vê essa possível medida como moeda de troca dependendo de como as conversas progridem.

LEIA TAMBÉM  Ex-deputada diz que EUA cogitam usar arma nuclear contra o Irã

Em seus primeiros meses no poder, porém, Biden não fez da Venezuela uma prioridade da política externa, além de manter o reconhecimento de Guaidó como presidente interino, expressado em 2019 por seu antecessor, Donald Trump.

Depois que os Estados Unidos reconheceram o líder opositor, o governante Nicolás Maduro ordenou a expulsão dos diplomatas americanos e o rompimento das relações com Washington.

Participe do nosso Grupo
Entre no grupo do CIDADE NEWS OFICIAL no WhatsApp e receba notícias em tempo real GRUPO 1 | GRUPO 2

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo