✦ Mundo
Tendência

Este é o plano de Maduro se os EUA invadirem a Venezuela, segundo a Reuters

Caso Maduro mobilize a milícia civil supostamente treinada com 8 milhões de pessoas, analistas afirmam que apenas alguns milhares de militantes leais ao ditador estariam aptos a se engajar em combate.

    O ditador venezuelano Nicolás Maduro estaria preparando seu exército inexperiente para uma guerra prolongada de guerrilha e ações de desordem pelo país caso os Estados Unidos tentem uma invasão terrestre para depô-lo, segundo um relatório obtido pela Reuters.

Com as tensões entre Washington e Caracas aumentando, o regime de Maduro parece ciente de que suas forças militares são muito menores e menos preparadas do que o poderio americano. Em vez de enfrentar diretamente uma força invasora, o ditador planeja promover resistência no estilo guerrilha e criar caos, dificultando que os EUA removam seu governo e instalem um novo líder.

Atualmente, os EUA mantêm mais de 10 navios de guerra no Caribe, incluindo o porta-aviões USS Gerald R. Ford, e uma Unidade de Fuzileiros Navais capaz de realizar uma invasão anfíbia, como parte da política americana para conter o fluxo de drogas do país socialista.

Apesar de a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) possuir cerca de 123 mil militares ativos, seu principal histórico de combate é enfrentar civis desarmados durante protestos de rua. Além disso, segundo seis fontes familiarizadas com o setor, as forças venezuelanas sofrem com falta de treinamento, baixos salários, deserções e equipamentos deteriorados.

LEIA TAMBÉM  França desmantela rede de espionagem chinesa que operava com antenas parabólicas perto de instalações militares

Caso Maduro mobilize a milícia civil supostamente treinada com 8 milhões de pessoas, analistas afirmam que apenas alguns milhares de militantes leais ao ditador estariam aptos a se engajar em combate.

Outro ponto crítico é o armamento envelhecido do exército, que ainda depende de equipamentos e tecnologias soviéticas adquiridos pelo antecessor de Maduro, Hugo Chávez. A Venezuela possui cerca de 20 caças Sukhoi adquiridos nos anos 2000, mas eles seriam pouco eficazes contra aeronaves americanas, como os bombardeiros B-2.

Em caso de ataque terrestre ou aéreo, o país pretende adotar táticas de guerrilha, descritas por autoridades venezuelanas como “resistência prolongada”. As unidades militares foram instruídas a se dividir em mais de 280 pontos pelo território para realizar ataques de guerrilha e sabotagens.

Além disso, Maduro teria deslocado recentemente 5 mil mísseis russos Igla para uso em ataques-surpresa, segundo uma fonte ouvida pela Reuters. As principais rotas de acesso à capital foram fortificadas com barreiras antiveículos e maquinário pesado, dificultando qualquer tentativa de invasão terrestre em Caracas.

LEIA TAMBÉM  Venezuela aprova projeto de anistia que pode libertar centenas de presos políticos

O ditador também prepara uma estratégia de “anarquização”, que envolveria serviços de inteligência e simpatizantes leais para gerar desordem na capital e tornar o país ingovernável para qualquer líder apoiado pelos EUA.

O relatório não esclarece se aliados ou terceiros poderiam intervir em caso de conflito. A fronteira ocidental da Venezuela é utilizada por guerrilhas colombianas, como o Exército de Libertação Nacional, e grupos de tráfico de drogas locais poderiam ser mobilizados. Maduro, entretanto, nega qualquer ligação do regime com o narcotráfico, acusando os EUA de usar alegações falsas como pretexto para controlar as vastas reservas de petróleo do país.

Participe do nosso Grupo
Entre no grupo do CIDADE NEWS OFICIAL no WhatsApp e receba notícias em tempo real GRUPO 1 | GRUPO 2

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo