Nicolás Maduro chama confisco de petroleiros de “pirataria”
Estados Unidos interceptaram um terceiro navio perto da costa venezuelana neste domingo

O ditador venezuelano Nicolás Maduro classificou neste domingo (21) como “pirataria de corsários” o confisco de petroleiros por parte dos Estados Unidos, que hoje interceptaram um terceiro navio perto do país, segundo a imprensa, como parte de seu destacamento militar no Mar do Caribe.
Em uma mensagem em seu canal no Telegram, Maduro falou em termos gerais e não se referiu especificamente aos dois confiscos efetuados este fim de semana pelos EUA, que, neste sábado (20), apreenderam um navio-tanque de bandeira panamenha que, segundo Washington, traficava “petróleo sancionado” como parte da “frota fantasma” venezuelana.
O líder chavista afirmou que seu país “está há 25 semanas denunciando, enfrentando e derrotando uma campanha de agressão que vai desde o terrorismo psicológico até os corsários que assaltaram petroleiros”. No entanto, assegurou que estão “preparados para acelerar a marcha da revolução profunda”, em alusão ao movimento e projeto político do chavismo.
Os EUA interceptaram neste domingo um terceiro petroleiro, cujo estado é desconhecido e ainda não está claro se transportava petróleo venezuelano, segundo confirmou um funcionário americano citado pela emissora de TV CNN.
A secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, informou neste sábado sobre o confisco do navio-tanque de bandeira panamenha Centuries, que, segundo a Casa Branca, tratava-se de uma embarcação com “bandeira falsa”, integrante da “frota fantasma venezuelana para traficar petróleo roubado e financiar o regime narcoterrorista de Maduro”.
A porta-voz adjunta do governo, Anna Kelly, insistiu que o navio “transportava petróleo da PDVSA, empresa sancionada”, diante dos relatos de que o petroleiro confiscado não faz parte da lista negra dos EUA. No último dia 10, Washington apreendeu o navio sancionado Skipper e confiscou o petróleo que ele transportava.
Dias depois, Trump ordenou um bloqueio total à entrada e saída do país de petroleiros sancionados pelo governo americano, como parte da pressão sobre o governo de Maduro, a quem Washington acusa de liderar uma rede de tráfico de drogas. Caracas classificou as duas primeiras apreensões como um “roubo” e insiste que exercerá “todas as ações correspondentes” contra o que classifica como “pirataria”.
*EFE



