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Oposição venezuelana denuncia novas execuções extrajudiciais

 O bloco de oposição ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela, liderado por Juan Guaidó, denunciou nesta terça-feira (6) que, durante 2020, ocorreram pelo menos 525 execuções extrajudiciais no país e alertou sobre o ressurgimento desta prática, que constitui uma violação dos direitos humanos.

De acordo com um relatório apresentado por uma comissão de direitos humanos ligada a Guaidó, as execuções extrajudiciais foram cometidas pela Força Especial de Ações da Polícia Nacional Bolivariana (Faes-PNB), uma entidade que a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu que fosse dissolvida.

O opositor Humberto Prado, chefe dessa comissão, disse que foi confirmada a identidade de cerca de 400 destas 525 vítimas.

Da mesma forma, a oposição destacou que “há um padrão de execuções que afeta particularmente jovens com recursos limitados” e que isso ocorre “devido à militarização da segurança dos cidadãos”.

Em meados de março, Bachelet alertou que o espaço cívico e democrático continua diminuindo na Venezuela e pediu ao governo de Nicolás Maduro que reverta essa situação, tendo em vista as eleições para governador, marcadas para este ano.

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Em seguida, a alta comissária denunciou que ocorreram 200 execuções extrajudiciais na Venezuela entre setembro de 2020 e março deste ano.

A oposição venezuelana não esclareceu hoje se a sua contagem de vítimas inclui as denunciadas por Bachelet no mês passado.

No final de 2020, a ONG local Cofavic, que defende os direitos humanos, disse à Agência EFE que havia identificado mais de 11,3 mil execuções extrajudiciais na Venezuela entre 2012 e março do ano passado.

Segundo a diretora desta organização, Liliana Ortega, 71% dos casos ocorreram durante operações policiais especiais em áreas vulneráveis, como as habitualmente realizadas pelas Faes em bairros pobres da Venezuela.

Por isso, ela descreveu como “inaceitável” o apoio que o presidente Nicolás Maduro oferece à Faes, apesar das reiteradas denúncias da oposição e de várias ONGs que apontam a força policial como responsável por supostas violações de direitos humanos.

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