Polícia descobre 57 corpos em decomposição e infestação de larvas em funerária de Chicago
Polícia descobre 57 corpos em decomposição e infestação de larvas em funerária de Chicago

Estabelecimento no sul da cidade armazenava corpos sem refrigeração e em condições deploráveis, com infestação de ratos e larvas; vizinhos reclamavam do mau cheiro há meses.
Uma funerária no sul de Chicago, nos Estados Unidos, tornou-se o centro de uma investigação macabra após as autoridades descobrirem 57 corpos em avançado estado de decomposição. O caso foi confirmado pelo Departamento Forense do Condado de Cook.
A descoberta ocorreu na South Chicago Chapel, localizada no extremo sul da cidade. Agentes de fiscalização municipais e estaduais notificaram a polícia sobre suspeitas de armazenamento irregular no estabelecimento, o que desencadeou uma operação imediata de busca no local.
Sem refrigeração e com infestação de roedores
A equipe forense encontrou dezenas de cadáveres em diferentes estágios de deterioração. Segundo os investigadores, os corpos estavam amontoados em uma área sem nenhum tipo de refrigeração, expostos a ratos e larvas. O Departamento Forense informou que a análise completa de cada corpo e o cruzamento com certificados de óbito para identificação oficial das vítimas deve levar vários dias.
Diretora é afastada e negócio tem histórico de irregularidades
O Departamento de Regulação Profissional do estado de Illinois suspendeu imediatamente a licença da diretora da funerária, Johanna Morgan. De acordo com o relatório do órgão regulador, a gestora permitiu que as instalações chegassem a condições desumanas, classificando a continuidade das operações como um “perigo iminente para a segurança e o bem-estar público”. A empresa está registrada em nome de seu marido, Clark Morgan.
Clark, por sinal, já é conhecido das autoridades. No ano passado, outro negócio dele — um crematório na região metropolitana de Chicago — foi interditado após fiscais flagrarem corpos empilhados de forma irregular dentro de um trailer, parcialmente cobertos por lençóis e sacos plásticos.
Vizinhos conviviam com o mau cheiro há um ano
Moradores que residem no entorno da funerária relataram que o odor insuportável vindo do prédio era um problema antigo. Uma vizinha relatou à emissora CBS News Chicago que o cheiro forte era constante e semelhante ao de “um rato morto”. Outra moradora afirmou que residiu ao lado do estabelecimento por um ano e conviveu com o mau cheiro durante todo esse período.
A investigação prossegue para determinar as responsabilidades criminais dos proprietários. O caso chocou a opinião pública local e gerou questionamentos severos sobre a falta de fiscalização do setor funerário no estado de Illinois.
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