Esta foi a cifra astronômica que Daniel Vorcaro movimentou em uma década
Com o “sumiço” desse ativo, o patrimônio do fundo principal (Hans II) derreteu, caindo de R$ 3,6 bilhões para apenas R$ 83 milhões.

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, movimentou a cifra astronômica de R$ 18,1 bilhões em suas próprias contas correntes ao longo da última década. Os dados, enviados pela Receita Federal à CPMI que apurou desvios no INSS, revelam que a maior parte desse montante — cerca de R$ 11,5 bilhões — não pertencia originalmente ao empresário, mas foi enviada por terceiros às suas contas.
O caminho do dinheiro e a “quebra” do fundo
A investigação detalha uma engenharia financeira complexa. Vorcaro utilizava o fundo de investimento Hans II para enviar recursos que, em um efeito cascata, passavam por outros dois fundos (Jaya e Jade) até chegarem à empresa Golden Green, ligada à sua própria família.
O esquema sofreu um revés bilionário em fevereiro deste ano:
A empresa Golden Green, que atuava com crédito de carbono, teve seu valor de mercado reduzido de R$ 14,3 bilhões para zero.
Com o “sumiço” desse ativo, o patrimônio do fundo principal (Hans II) derreteu, caindo de R$ 3,6 bilhões para apenas R$ 83 milhões.
Suspeita de elo com o crime organizado
O relatório aponta que o fundo utilizado pelo banqueiro era comandado por João Mansur. Ele é investigado por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro que atenderia tanto a Vorcaro quanto a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
A maior parte das transações (R$ 12,3 bilhões) foi realizada dentro do próprio Banco Master, mas contas no Bradesco e no BTG também foram utilizadas para girar os recursos sob suspeita.
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