✦ Brasil
Tendência

Filipe Martins acompanha julgamento no STF que pode torná-lo réu por tentativa de golpe

Filipe Martins ficou preso preventivamente por seis meses após ser acusado de tentar fugir do país junto à comitiva de Bolsonaro no fim de 2022. No entanto, sua defesa sustenta que ele não viajou aos Estados Unidos e pretende apresentar provas de geolocalização para demonstrar que não esteve nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

   O ex-assessor especial da Presidência Filipe Martins, que integrou o governo de Jair Bolsonaro (PL), acompanha nesta terça-feira (22), em Brasília, o julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode torná-lo réu por envolvimento na suposta tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022.

Martins é um dos seis aliados do ex-presidente apontados como integrantes do “núcleo 2” da organização investigada, responsável pela operacionalização do plano. Ele chegou ao STF pouco antes do início da sessão, autorizado a comparecer presencialmente por decisão do ministro Alexandre de Moraes — mas com restrições. O magistrado ressaltou que a autorização foi uma medida excepcional e não deve ser confundida com liberdade plena.

“A autorização para acompanhar o julgamento corresponde a excepcional alteração da situação do denunciado, em respeito ao princípio da ampla defesa, mas não significa uma verdadeira licença para fazer turismo ou atividades políticas em Brasília, uma vez que o denunciado encontra-se no cumprimento de diversas medidas cautelares de prisão”, escreveu Moraes.

LEIA TAMBÉM  Revista Veja acusa Grupo Globo de divulgar informações falsas sobre denúncias contra Lula no caso Vorcaro

Filipe Martins ficou preso preventivamente por seis meses após ser acusado de tentar fugir do país junto à comitiva de Bolsonaro no fim de 2022. No entanto, sua defesa sustenta que ele não viajou aos Estados Unidos e pretende apresentar provas de geolocalização para demonstrar que não esteve nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A Procuradoria-Geral da República também atribui a ele a autoria de uma minuta de decreto que previa a prisão de ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Martins foi solto em agosto de 2024, mas segue sob medidas cautelares.

Sua defesa está a cargo do desembargador aposentado Sebastião Coelho, conhecido por críticas às ações do STF. Coelho pretende repetir argumentos que já foram rejeitados no julgamento do “núcleo 1”, incluindo a alegação de suspeição dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, além de questionar a competência da Corte para julgar o caso.

LEIA TAMBÉM  Fim da 6 X 1 pode custar até R$ 1 bilhão por ano à JBS, estima BTG

Participe do nosso Grupo
Entre no grupo do CIDADE NEWS OFICIAL no WhatsApp e receba notícias em tempo real GRUPO 1 | GRUPO 2

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo