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Governo Lula pede aos EUA que não classifiquem PCC e CV como grupos terroristas

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também não esteve presente no encontro, pois participava de um seminário promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Madri, na Espanha.

   O governo brasileiro informou nesta terça-feira (6) a uma comitiva dos Estados Unidos que não pretende classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A resposta foi dada durante reunião com David Gamble, chefe interino da Coordenação de Sanções dos EUA, enviado ao Brasil pelo governo Donald Trump para discutir o combate ao crime organizado transnacional.

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, as facções brasileiras “não atuam em defesa de uma causa ou ideologia”, característica essencial para enquadramento no conceito legal de terrorismo. “Elas buscam o lucro através dos mais variados ilícitos”, afirmou Sarrubbo à coluna Painel, da Folha de S. Paulo. O secretário não participou diretamente da reunião com Gamble, que ocorreu no Ministério da Justiça com representantes da área técnica.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também não esteve presente no encontro, pois participava de um seminário promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Madri, na Espanha.

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A posição brasileira contrasta com a defendida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se reuniu com outro integrante da delegação norte-americana, Ricardo Pita, do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado. O senador entregou aos representantes dos EUA um dossiê elaborado pelas Secretarias de Segurança do Rio de Janeiro e de São Paulo, relacionando as ações do PCC e do CV a práticas terroristas, citando inclusive supostos vínculos com o grupo extremista Hezbollah.

“Precisamos dessa interlocução com autoridades internacionais que estão acostumadas a combater esse tipo de marginal, inclusive declarando essas organizações aqui no Brasil como organizações terroristas”, defendeu Flávio Bolsonaro após a reunião de segunda-feira (5).

Nos bastidores, fontes da Embaixada dos EUA no Brasil negaram que a visita de Gamble esteja ligada a supostas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, como sugeriu o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A missão diplomática afirmou que o foco da visita é exclusivamente o combate ao crime organizado.

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