Petrobras eleva querosene de aviação em 55% e pressiona custos das aéreas
O aumento no custo do QAV tem impacto direto nas companhias aéreas, já que o combustível representa mais de 30% dos custos operacionais do setor no Brasil.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) um aumento expressivo no preço do querosene de aviação (QAV), elevando em cerca de 55% o valor médio de venda do combustível para as distribuidoras no mês de abril.
Com o reajuste, o preço passa a ser de R$ 5.495,30 por metro cúbico, o equivalente a R$ 5,495 por litro. A alta ocorre logo após um aumento anterior de 9,4% registrado em março, ampliando a pressão sobre o setor aéreo em curto intervalo de tempo.
A expectativa de reajuste já havia sido sinalizada pelo Grupo Abra, responsável pelo controle da Gol Linhas Aéreas. Segundo a holding, a elevação dos preços está diretamente ligada ao cenário internacional, marcado pela valorização do petróleo em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O aumento no custo do QAV tem impacto direto nas companhias aéreas, já que o combustível representa mais de 30% dos custos operacionais do setor no Brasil. A alta, portanto, tende a intensificar os desafios enfrentados por empresas como Gol e Azul Linhas Aéreas, que ainda passam por processos de reestruturação financeira.
A política de preços da Petrobras prevê ajustes mensais no querosene de aviação, sempre no início de cada mês, com base em fatores como a cotação internacional do petróleo e a variação cambial. A magnitude do reajuste anunciado para abril chama atenção pelo impacto potencial no mercado.
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