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Deputado do PT diz que postura de Maduro é de um “ditador”

Político adotou parecer diferente do manifestado pela Executiva Nacional petista

    Ao contrário do posicionamento da Executiva Nacional do PT, o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) fez uma postagem crítica ao ditador venezuelano Nicolás Maduro na rede social X após o órgão eleitoral do país vizinho proclamar a reeleição do chavista. Na publicação, Lopes disse que a postura de Maduro é “de um ditador”.

– Um governo verdadeiramente democrático convive com críticas, questionamentos e oposição organizada. A atuação de Maduro na Venezuela é a postura de um ditador – resumiu.

Nesta segunda-feira (29), o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou o ditador como o candidato vencedor nas eleições presidenciais realizadas no último domingo (28). O órgão, porém, não apresentou dados definitivos que embasem os resultados.

A Venezuela está sendo cobrada pela comunidade internacional para apresentar as atas eleitorais, com as quais é possível fazer a verificação dos dados. Desde o fechamento das urnas, a oposição denuncia não ter tido acesso a todos os documentos, mas apenas 40% deles, os quais endossariam a vitória do opositor Edmundo González Urrutia por 70% dos votos.

EXPULSÃO DE REPRESENTANTES DIPLOMÁTICOS
O governo da Venezuela exigiu nesta segunda que Argentina, Chile, Costa Rica, Peru, Panamá, República Dominicana e Uruguai “retirem imediatamente” seus representantes diplomáticos “do território venezuelano”, em repúdio ao que chamou de “ações e declarações de ingerência” em relação às eleições presidenciais de domingo no país.

Da mesma forma, o regime de Nicolás Maduro, de acordo com comunicado oficial, decidiu “retirar todo o pessoal diplomático das missões” nesses sete países latino-americanos.

– A Venezuela se reserva todas as ações legais e políticas para fazer valer, preservar e defender nosso direito inalienável à autodeterminação – disse o governo do país, além de garantir que “enfrentará todas as ações que ameacem o clima de paz e convivência”.

Em pronunciamento, o regime venezuelano expressou “a mais firme rejeição às ações e declarações de ingerência de um grupo de governos de direita, subordinados aos Estados Unidos e abertamente comprometidos com os mais sórdidos postulados ideológicos do fascismo internacional, (…) que buscam ignorar os resultados eleitorais”.

Nesta segunda, os governos de Uruguai, Argentina, Costa Rica, Equador, Guatemala, Panamá, Paraguai, Peru e República Dominicana expressaram profunda preocupação com o desenrolar das eleições presidenciais na Venezuela, exigiram uma revisão completa dos resultados e convocaram uma reunião urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA).

*Com informações AE

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