A armadilha de Israel: Como Ali Khamenei foi atraído e eliminado por um míssil espacial
Segundo os militares, os oficiais retornaram discretamente ao quartel-general mais tarde, muitos deles disfarçados, para coordenar a ofensiva sem levantar suspeitas.

Uma operação militar conduzida por Israel teria utilizado uma estratégia de engano para surpreender a liderança iraniana antes do ataque que resultou na morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, segundo informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF).
De acordo com o relato militar, generais israelenses teriam deixado o quartel-general em Tel Aviv de forma visível horas antes da ofensiva, simulando que iriam para celebrações de Shabat com suas famílias. A movimentação teria sido parte de um plano para transmitir a impressão de que o comando militar estava encerrando as atividades para o fim de semana.
“O Exército deliberadamente deu a impressão de que estava encerrando as operações para o fim de semana. Divulgamos fotos e informações sugerindo que militares e a alta liderança estavam indo para casa para o jantar de Shabat”, afirmou a IDF.
Segundo os militares, os oficiais retornaram discretamente ao quartel-general mais tarde, muitos deles disfarçados, para coordenar a ofensiva sem levantar suspeitas.
Ataque com mísseis
Na manhã de sábado, caças israelenses — incluindo aeronaves F-15 — decolaram por volta das 7h30 no horário do Irã e, cerca de duas horas depois, posicionaram-se para o ataque.
Às 9h40, cerca de 30 mísseis foram lançados contra o complexo onde Khamenei participava de uma reunião com autoridades iranianas no centro de Teerã.
Entre as armas utilizadas estavam os mísseis Blue Sparrow, desenvolvidos em Israel. O armamento pesa cerca de 1,9 tonelada, possui alcance de aproximadamente 2.000 quilômetros e pode atingir o limite da atmosfera antes de retornar em alta velocidade ao alvo, o que dificulta a interceptação por sistemas de defesa.
Originalmente criados para testes de sistemas antimísseis, os Blue Sparrow foram posteriormente adaptados para uso em ataques ar-terra devido à sua velocidade e trajetória.
Interferência em comunicações
Durante a operação, militares israelenses também teriam interferido em torres de telefonia próximas à rua Pasteur, onde fica o complexo do líder iraniano. A ação teria deixado linhas ocupadas e dificultado eventuais alertas à equipe de segurança de Khamenei.
A ofensiva atingiu parte do prédio onde ocorria a reunião. Segundo os relatos, autoridades iranianas de alto escalão estavam em outro setor do edifício.
Entre os mortos no ataque estariam o almirante Ali Shamkhani, o comandante da Guarda Revolucionária Mohammad Pakpour, além de familiares do líder iraniano e outras autoridades do regime.
Campanha de inteligência
Fontes de inteligência citadas pela imprensa internacional afirmam que a operação foi resultado de anos de coleta de informações sobre a segurança e a rotina da liderança iraniana.
Segundo esses relatos, agentes israelenses teriam obtido acesso a grande parte das câmeras de vigilância de Teerã, utilizadas pelo próprio governo iraniano para monitorar opositores e a população.
As imagens teriam sido transmitidas para centros de análise em Israel, permitindo rastrear os deslocamentos de seguranças e identificar padrões de proteção do líder iraniano.
“Conhecíamos Teerã como conhecemos Jerusalém”, disse um oficial de inteligência israelense ao Financial Times. “Quando você conhece um lugar como a rua em que cresceu, percebe qualquer detalhe fora do lugar.”
A investigação também teria contado com uma fonte humana ligada à CIA, além de ferramentas de inteligência artificial usadas para analisar grandes volumes de dados sobre deslocamentos da liderança iraniana.
Escalada do conflito
A morte de Khamenei ocorreu em meio à escalada do conflito regional entre Israel, Estados Unidos e Irã.
Segundo autoridades israelenses, a ofensiva militar contra o Irã tem como objetivo enfraquecer o regime iraniano e reduzir ameaças consideradas estratégicas.
“O objetivo da operação é causar danos severos ao regime iraniano até que a ameaça existencial seja removida”, afirmou o porta-voz militar israelense, general Effie Defrin.
Paralelamente, Israel intensificou ataques contra alvos do Hezbollah no Líbano, grupo aliado de Teerã. De acordo com as forças israelenses, mais de 320 posições do Hezbollah já foram atingidas desde o início da escalada, cerca de 80 delas nas últimas 24 horas.
O conflito também se espalhou por outras áreas da região, com ataques envolvendo drones, mísseis e incidentes marítimos próximos ao Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
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