✦ Mundo
Tendência

Pressionado, ditador Díaz-Canel diz que Cuba tem disposição para dialogar com governo Trump

Trump declarou que “estamos falando com as mais altas esferas de Cuba. Vamos ver o que acontece” e acrescentou: “Acho que vamos chegar a um acordo com Cuba”.

    O presidente de Cuba, Miguel Díaz‑Canel, afirmou em discurso transmitido pela televisão estatal que o país tem “capacidade e disposição” para dialogar com o governo dos Estados Unidos, mas ressaltou que qualquer conversa deve ocorrer sem pressões e em condições de igualdade e respeito entre as partes.

As declarações foram feitas em meio a um aumento da pressão econômica dos EUA sobre a ilha, após o corte de fornecimentos de petróleo da Venezuela — tradicional parceiro energético de Cuba — e o contexto de tensões regionais decorrentes de recentes ações políticas na América Latina.

Díaz‑Canel enfatizou que “o diálogo não pode ser sob pressões” e que deve ser baseado em “condições de igualdade, de respeito”. Ele também advertiu que o governo cubano denunciará qualquer tentativa de condicionar as conversas a interesses externos. “E tudo isso nós vamos denunciar. E sem medo”, acrescentou o líder cubano.

O presidente afirmou ainda que Cuba tem confiança em enfrentar seus desafios de forma autônoma: “Nós temos a convicção de que devemos resolver nossos problemas por nós mesmos, com talento e com a coragem dos cubanos”, disse.

As observações de Díaz‑Canel foram feitas poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que sua administração iniciou negociações com altos membros do regime cubano e expressar confiança em alcançar um acordo. Trump declarou que “estamos falando com as mais altas esferas de Cuba. Vamos ver o que acontece” e acrescentou: “Acho que vamos chegar a um acordo com Cuba”.

O contexto das declarações inclui também o corte dos suprimentos de petróleo venezuelano — principal fonte energética da ilha — após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos EUA, o que tem agravado a crise econômica em Cuba. Trump afirmou que Cuba “não poderá sobreviver” sem esse apoio histórico, definindo a nação como à beira do colapso.

No mesmo cenário, surgiram informações, ainda sem confirmação oficial, de que uma delegação cubana teria se reunido com representantes da Agência Central de Inteligência (CIA) no México para discutir possíveis saídas negociadas para a atual situação e até o possível uso de fundos bloqueados ligados a remessas de emigrantes cubanos.

O clima de tensão diplomática também se refletiu em posicionamentos de órgãos dos EUA. A **Oficina de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado exigiu que Cuba cesse “atos repressivos” e declarou que diplomatas norte‑americanos continuarão reunindo‑se com o povo cubano, apesar de supostas tentativas de intimidar a missão diplomática.

Participe do nosso Grupo
Entre no grupo do CIDADE NEWS OFICIAL no WhatsApp e receba notícias em tempo real GRUPO 1 | GRUPO 2

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo