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Trump diz qual foi a motivação do ataque ao jantar da Casa Branca

O presidente também comentou sobre o entorno do atirador, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, sugerindo que suas dificuldades comportamentais já eram conhecidas.

       O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu neste domingo (26) seu discurso sobre o tiroteio ocorrido na noite anterior durante a Cena de Corresponsais da Casa Branca e afirmou que o atirador agiu impulsionado por um “ódio profundo hacia os cristãos”. A declaração foi feita em entrevista telefônica à Fox News, na qual Trump citou análise preliminar de um manifesto e informações em posse das autoridades.
“Quando você lê o manifesto dele, ele odeia os cristãos. Isso é certo. É um ódio forte, anticristão”, disse o presidente, classificando o ataque como uma ação com motivação ideológica definida, e não como um ato isolado sem propósito.
“Há coisas muito fortes naquele texto. Muita raiva, muito ódio”, acrescentou Trump ao descrever o material atribuído ao atirador.
O presidente também comentou sobre o entorno do atirador, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, sugerindo que suas dificuldades comportamentais já eram conhecidas.
“A família dele sabia que ele tinha problemas. Talvez devessem tê-lo denunciado com um pouco mais de firmeza. É difícil, eu entendo, mas isso mostra o quão grave é a situação”, afirmou.
As declarações de Trump ocorrem horas após ele e a primeira-dama, Melania Trump, terem sido evacuados às pressas do evento realizado no hotel Washington Hilton. O incidente começou quando um homem armado com espingarda, pistola e várias facas atacou um posto de controle de segurança no saguão do edifício.
A intervenção rápida do Serviço Secreto dos Estados Unidos impediu que o atirador alcançasse o salão principal. Dentro do recinto, o som dos disparos desencadeou cenas de pânico: convidados se jogaram ao chão ou se abrigaram sob as mesas, enquanto agentes armados irrompiam no local e evacuavam as principais autoridades. Trump foi coberto por sua equipe e retirado do palco em segundos.
Apesar da ênfase do presidente na motivação “anticristã”, as autoridades mantêm postura cautelosa. O procurador-geral interino, Todd Blanche, informou que, embora existam indícios de que o ataque possa ter sido direcionado contra o presidente e outros altos cargos, a investigação ainda está em fase inicial.
“A análise dos dispositivos eletrônicos aponta para um ataque direcionado, mas o motivo oficial segue sob avaliação”, declarou Blanche.
O atirador, que não ficou ferido, permanece sob custódia hospitalar e, segundo autoridades, não está colaborando com os investigadores. Está previsto que ele compareça nesta segunda-feira perante um tribunal federal no Distrito de Columbia para enfrentar acusações formais.
Em paralelo, o FBI continua realizando buscas e perícias para reconstruir a trajetória do atirador, que havia viajado de Los Angeles a Washington dias antes do evento. As autoridades confirmaram que seguem com a análise de dispositivos eletrônicos apreendidos e de imagens de câmeras de segurança do hotel.
Enquanto isso, Trump buscou transmitir tranquilidade e afirmou que tanto ele quanto sua esposa estão em bom estado de saúde. A segurança em edifícios públicos de Washington foi reforçada após o incidente.
Até o momento, o atirador permanece sob custódia federal e será apresentado à Justiça para formalização dos cargos. As investigações sobre a motivação, o planejamento e eventuais conexões do ataque continuam em andamento.
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