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Regime de Maduro Diz que “Não Aceitará Ordens” Após Aviso dos EUA Sobre Espaço Aéreo Venezuelano

Trump emitiu a advertência por meio de sua rede social Truth, direcionando-a a companhias aéreas, pilotos, narcotraficantes e traficantes de pessoas para que considerassem o espaço aéreo venezuelano “cerrado en su totalidad”.

   O regime do ditador Nicolás Maduro reagiu com veemência neste sábado (29) à advertência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “fechado em sua totalidade”. As autoridades venezuelanas classificaram a mensagem como uma “ameaça colonialista” e a denunciaram como um “ato hostil e arbitrário”, em meio à escalada de tensões entre Washington e Caracas.

Trump emitiu a advertência por meio de sua rede social Truth, direcionando-a a companhias aéreas, pilotos, narcotraficantes e traficantes de pessoas para que considerassem o espaço aéreo venezuelano “cerrado en su totalidad”.

Reação Oficial e Apoio de Cuba

Em resposta, o regime chavista divulgou um comunicado oficial condenando a declaração e exigindo respeito à sua soberania.

O texto, publicado pelo chanceler Yvan Gil, afirmou que “este tipo de declarações constitui um ato hostil, unilateral e arbitrário”. O comunicado ainda sublinhou que a Venezuela “exige respeito a seu espaço aéreo” e advertiu que não aceitará “ordens, ameaças nem injerências provenientes de nenhum poder estrangeiro”. A chancelaria classificou a advertência americana como uma “nova agressão extravagante, ilegal e injustificada contra o povo de Venezuela”.

A ditadura cubana rapidamente saiu em defesa de Maduro. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reportou uma “persistente interferência eletromagnética no Caribe” sobre o espaço aéreo venezuelano, atribuída ao grande desdobramento militar dos EUA na região, classificando a ação como parte de uma escalada de agressão militar e guerra psicológica.

Cerco Militar e Ultimatode Trump

A advertência de Trump coincide com o desdobramento do porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior da frota americana, acompanhado por mais de dez navios de guerra, aviões de combate e 12 mil militares no Caribe, com o objetivo declarado de combater o narcotráfico.

No fim de semana anterior, Trump manteve uma tensa conversa telefônica com Maduro, na qual, segundo fontes, reiterou que multiplicaria as ações militares se o ditador e seu círculo mais próximo não abandonassem Caracas em curto prazo. O secretário de Estado, Marco Rubio, participou da chamada, indicando o encerramento de qualquer via de negociação e a exigência de que os principais membros do regime, como Diosdado Cabello e os irmãos Rodríguez, também saiam do país.

Cartel de Los Soles na Lista Terrorista

Em paralelo ao fechamento aéreo, a administração Trump designou o Cartel de Los Soles — liderado por Maduro, segundo Washington — como Organização Terrorista Estrangeira (FTO).

Essa designação concede a Washington amplas faculdades legais para impor sanções, congelar ativos e perseguir judicialmente qualquer entidade ligada ao cartel. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a medida abre “toda uma gama de alternativas legais”, incluindo a possibilidade de ações militares mais agressivas sobre infraestruturas ligadas ao cartel.

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