Trump afirma que guerra com Irã está “perto do FIM” enquanto JD Vance prepara novas conversas de paz no Paquistão
Em vídeo divulgado pela Fox News, Trump adotou um tom mais cauteloso, mas manteve o otimismo sobre o fim do conflito.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra envolvendo o Irã está “próxima do fim”, enquanto a Casa Branca se prepara para uma possível segunda rodada de negociações de paz com autoridades iranianas no Paquistão.
A declaração foi feita após a jornalista da Fox Business, Maria Bartiromo, divulgar um trecho de uma entrevista com Trump que irá ao ar nesta quarta-feira (15). Segundo ela, o presidente teria respondido de forma direta quando questionado sobre o conflito.
“Uma coisa que vou deixar com vocês — eu disse a ele: ‘Sr. Presidente, o senhor fala da guerra como algo do passado’. Eu perguntei: ‘Acabou?’. Ele disse: ‘Acabou’”, afirmou a jornalista.
Em vídeo divulgado pela Fox News, Trump adotou um tom mais cauteloso, mas manteve o otimismo sobre o fim do conflito.
“Eu acho que está perto do fim. Sim. Eu vejo como muito perto do fim”, disse o presidente.
Segundo informações da imprensa americana, o governo avalia enviar o vice-presidente JD Vance novamente ao Paquistão para uma nova rodada de negociações com autoridades iranianas. No último sábado, Vance já havia participado de uma reunião em Islamabad durante um cessar-fogo de duas semanas acordado entre as partes.
As conversas anteriores terminaram sem acordo, após o Irã insistir no direito de enriquecer urânio por 20 anos, segundo Trump. Mesmo assim, representantes do governo americano seguem mantendo contatos indiretos com autoridades iranianas.
“Novas conversas estão em discussão, mas nada foi agendado até o momento”, disse um funcionário americano à CNN.
Trump também afirmou ao New York Post que “algo pode acontecer” nos próximos dias, antes do fim do cessar-fogo.
Nos bastidores, o governo avalia diferentes estratégias, incluindo desde a manutenção da presença militar dos EUA na região até possíveis ataques limitados contra instalações nucleares e energéticas do Irã. Há também a hipótese mais extrema de ações contra a liderança iraniana.
Apesar das opções em análise, o presidente demonstraria resistência a uma nova campanha militar ampla, temendo a escalada do conflito no Oriente Médio e impactos econômicos globais.
A tensão já afeta o mercado de energia. Os preços do petróleo ultrapassaram US$ 100 por barril e a gasolina nos Estados Unidos permanece acima de US$ 4 por galão. Dados do Departamento do Trabalho apontam ainda alta na inflação no atacado impulsionada pelo custo da energia.
A situação preocupa países aliados, como a Arábia Saudita, que alertou para o risco de o Irã tentar bloquear rotas estratégicas de petróleo no Oriente Médio, incluindo o Estreito de Bab al-Mandeb, uma das principais rotas do comércio global.
Autoridades iranianas também fizeram ameaças de retaliação caso a pressão militar aumente, elevando a preocupação com uma possível expansão do conflito na região.
![]()




