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Trump descarta negociação com o Irã e intensifica ataques para reabrir Estreito de Ormuz

Desde o fim da trégua, em 7 de julho, o Pentágono confirmou três mortes e mais de 100 feridos entre as forças americanas.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou todas as tentativas de negociação com o Irã propostas pelo Paquistão e pelo Catar nas últimas horas, em meio aos ataques aéreos sistemáticos executados pelo regime iraniano contra bases militares americanas em países aliados no Oriente Médio.

“Cada vez que o Irã matar um soldado americano, pagará por isso muitas vezes mais”, escreveu Trump em sua plataforma, a Truth Social.

O objetivo declarado de Washington é reabrir o Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Contudo, a ofensiva iraniana contra bases dos EUA no Kuwait, Bahrein, Catar e Jordânia — somada ao bloqueio imposto pelos Houthis à saída de navios petroleiros da Arábia Saudita pelo Estreito de Bab al-Mandab, no Mar Vermelho — tem complicado os planos americanos.

A Arábia Saudita já sinalizou que protegerá seus navios, o que pode abrir um novo front no conflito. Se essa hipótese se concretizar, o Irã estará virtualmente em guerra contra Kuwait, Bahrein, Catar, Jordânia e Arábia Saudita.

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Baixas militares e impacto doméstico

A ofensiva iraniana tem surpreendido pelo poder de fogo. Três soldados americanos morreram na Jordânia após uma série de mísseis balísticos atingir dormitórios com pouca proteção na base de Muwaffaq Salti. Desde o fim da trégua, em 7 de julho, o Pentágono confirmou três mortes e mais de 100 feridos entre as forças americanas.

O bloqueio no Estreito de Ormuz e a ação dos Houthis em Bab al-Mandab reduzem a oferta global de petróleo e pressionam os preços da gasolina nos EUA — um sério problema político para Trump, que enfrenta eleições de meio de mandato em novembro. Apesar disso, o presidente ordenou ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que intensifique os esforços bélicos para enfraquecer severamente o regime iraniano.

A lógica militar de ambos os lados

Trump e o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, compartilham de lógicas militares inflexíveis. O presidente americano tenta subjugar o Irã para forçar uma negociação em seus próprios termos, enquanto Khamenei ataca bases de aliados dos EUA na tentativa de fazer a Casa Branca recuar ao memorando de entendimento anterior.

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Mediadores do Paquistão e do Catar tentaram abrir espaço para o diálogo ao propor uma trégua de 10 dias, mas a oferta foi recusada por ambos os lados.

Novos fronts e escalada

Trump recebe nesta terça-feira (21) o presidente do Líbano, Joseph Aoun, para avançar em acordos que visam conter o Hezbollah, o braço aliado mais poderoso do Irã na região. Khamenei e a Guarda Revolucionária, no entanto, não dão sinais de abandonar o grupo, o que pode desencadear novos confrontos com Israel.

Paralelamente, a Arábia Saudita deve solicitar o apoio de Washington para conter os Houthis no Estreito de Bab al-Mandab, pedido que tende a ser aceito pela Casa Branca.

Embora o foco militar prioritário dos EUA seja a reabertura do Estreito de Ormuz, a resistência do Irã faz com que a guerra ameace se alastrar por todo o Oriente Médio — um cenário que já não é descartado pelo governo americano.

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