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EconomiaCopom define nesta quarta decisão sobre juros em meio a tensão internacional

A Selic é o principal instrumento de controle da inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (18) para definir a nova taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. O mercado financeiro chega dividido à decisão, com expectativas que vão desde cortes de 0,25 até 0,5 ponto percentual. Nos últimos dias, porém, cresceram as apostas pela manutenção dos juros em 15% ao ano, diante do agravamento do cenário externo, especialmente devido à guerra no Irã.

Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, a expectativa predominante ainda é de uma redução mais moderada, que levaria a Selic dos atuais 15% para 14,75% ao ano. A cautela reflete a alta recente das expectativas de inflação e a turbulência no cenário internacional.

A rodada de discussões começou na terça-feira (17). A nova taxa valerá pelos próximos 45 dias, quando o Copom voltará a se reunir para avaliar a conjuntura econômica do país.

No encontro anterior, realizado em janeiro, o comitê manteve a Selic no patamar atual — o mais elevado desde 2006 — pela quinta vez consecutiva, após interromper em julho o ciclo de sete altas consecutivas iniciado em setembro de 2024. Na ocasião, o Copom informou que a estratégia adotada estava “adequada”, mas sinalizou que a flexibilização da política monetária poderia começar em março, garantindo, ao mesmo tempo, uma “restrição adequada” sobre a inflação.

O comitê destacou que os juros permaneceriam em níveis restritivos até que se consolidasse não apenas o processo de desinflação, mas também a ancoragem das expectativas à meta, diante da resiliência de fatores que pressionam os preços, incluindo o dinamismo do mercado de trabalho. A magnitude e a duração do ciclo de distensão monetária, segundo o Copom, dependerão da incorporação de novas informações às análises do comitê.

O anúncio desta quarta-feira ocorre durante a chamada “superquarta”, quando decisões sobre juros são divulgadas simultaneamente pelo Brasil e pelos Estados Unidos. Nos EUA, a expectativa é de que o Federal Reserve (Fed) mantenha a taxa entre 3,50% e 3,75%.

Historicamente, a Selic ficou em 13,75% ao ano entre agosto de 2022 e junho de 2023. Em seguida, ocorreram seis cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual e outro de 0,25, reduzindo a taxa para 10,5% em maio de 2024. Entre setembro de 2024 e março de 2026, o Copom promoveu sete altas sucessivas, até atingir os atuais 15%, nível mais alto desde 2006.

A Selic é o principal instrumento de controle da inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Taxas elevadas encarecem o crédito, limitam o consumo e a produção e podem desacelerar o crescimento econômico. Na prática, a alta dos juros aumenta os custos de financiamentos, empréstimos e cartões de crédito, desestimulando a demanda e ajudando a conter a inflação.

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