Nos EUA, senador do PT admite dificuldade de adiar tarifaço
Oito senadores viajaram para tentar negociar com o governo norte-americano

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, reconheceu nesta segunda-feira (28) que é difícil conseguir adiar a entrada em vigor das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, prevista para começar em 1º de agosto.
Wagner está em Washington com outros sete senadores numa missão oficial para tentar sensibilizar autoridades e empresários americanos. O grupo tenta conter os impactos do tarifaço anunciado pela gestão de Donald Trump.
– Expectativa positiva, apesar da dificuldade – disse Wagner sobre as reuniões da semana. Questionado se há chance de adiar o início das tarifas, ele foi direto:
– Eu acho que não. O que a gente está fazendo é a diplomacia parlamentar. É preciso que os governos se entendam. A gente está aqui para contribuir.
A declaração foi dada na chegada da comitiva à residência oficial da Embaixada do Brasil. Os senadores também devem se reunir com a embaixadora Maria Luiza Viotti, com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e empresários da Câmara de Comércio dos EUA. A agenda, no entanto, não inclui membros do governo americano.
A missão é presidida por Nelsinho Trad (PSD-MS) e conta com a presença dos senadores Tereza Cristina (PP-MS), Marcos Pontes (PL-SP), Carlos Viana (Podemos-MG), Rogério Carvalho (PT-SE), Esperidião Amim (PP-SC) e Fernando Farias (MDB-AL).
Trad afirmou que o objetivo principal é aliviar as tensões entre os dois países.
– Essa reunião está previamente marcada para amanhã. Nós já temos seis parlamentares confirmados. Alguns outros já estão entrando em contato, e a gente está aguardando. Até em função de uma estratégia, essa informação é mantida em sigilo para que não haja nenhuma interferência no sentido de inibir ou cancelar qualquer agenda previamente marcada – explicou. As informações são da Folha de S.Paulo.
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