Entrevista com Diego Bertuol, Diretor Administrativo da Aprosoja Mato Grosso, falando de como está o andamento da colheita em Marcelândia
De acordo com levantamentos realizados em parceria com o Instituto de Mato Grosso (IME) e a Secretaria de Agricultura do município, estima-se uma perda aproximada de R$ 1.800 por hectare para os produtores, consequência das avarias e da alta umidade.
No extremo norte de Mato Grosso, a agricultura enfrenta desafios significativos, conforme destacou Diego Bertuol, diretor administrativo da Aprosoja Mato Grosso, em entrevista sedida nesta semana. A lentidão no plantio, resultado do déficit hídrico entre setembro e outubro, impactou diretamente a colheita das lavouras na região.
“Estamos passando por uma colheita mais vagarosa. Alguns produtores conseguiram colher até 100% de sua área, mas há aqueles que apenas atingiram 70% e outros que estão em torno de 50%”, informou Bertuol. Ele ressaltou que todos os produtores relataram perdas devido a avarias nos grãos e à alta umidade, que se intensificou nas últimas semanas.
As fortes chuvas que atingiram Marcelândia e municípios vizinhos complicaram ainda mais a situação. O diretor mencionou as dificuldades enfrentadas no escoamento dos grãos, com caminhões enfrentando filas de mais de três dias, muitos deles presos em atoleiros. “Isso tem gerado um grão úmido e avariado, comprometendo ainda mais a qualidade do produto”, acrescentou.
De acordo com levantamentos realizados em parceria com o Instituto de Mato Grosso (IME) e a Secretaria de Agricultura do município, estima-se uma perda aproximada de R$ 1.800 por hectare para os produtores, consequência das avarias e da alta umidade. “Além disso, a lentidão na colheita e a perda de receita impossibilitaram o avanço no plantio do milho, que ainda está apenas entre 30% e 40% concluído”, complementou Bertuol.
A preocupação com o calendário agrícola é evidente, já que o plantio do milho safrinha pode ficar fora da janela ideal. Diante desse cenário alarmante, o prefeito de Marcelândia, Celso Padovani, decretou estado de emergência, buscando apoiar a agricultura local em tempos difíceis. Essa ação evidencia o compromisso das autoridades municipais em proteger os interesses dos produtores e fomentar a recuperação do setor agrícola na região.






