✦ Polícia

Polícia faz megaoperação para desarticular grupo criminoso ligado a investigados e denunciados pela Lava Jato

  A Polícia Civil faz na manhã desta terça-feira (15) uma megaoperação com o objetivo de desarticular um grupo criminoso com atuação interestadual e internacional ligado a acusados da Lava Jato.

A Operação Piànjú é realizada nos estados do Espírito Santo (Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica), São Paulo (capital, Santos e Jaguariúna), Ceará (Fortaleza) e Alagoas (Maceió).

Os agentes cumprem mais de 120 mandados judiciais: 18 mandados de prisão preventiva; 5 mandados de prisão temporária; 30 mandados de busca e apreensão; 23 sequestros de embarcações; 43 ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias; 2 ordens judiciais de suspensão de atividades econômicas.

Dentre as ordens de busca e apreensão, há 12 imóveis, 3 veículos de luxo (Porsche Panamera, Maserati Granturismo S e Mercedes Benz GLA200FF), 12 motos aquáticas e 11 embarcações

O grupo criminoso é acusado de praticar os crimes de “organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e particulares, inserção de dados falsos em sistemas informatizados, falsidade ideológica, estelionato e falsa comunicação de crime”.

Ao longo de dois anos de investigações, os policiais descobriram que a célula do grupo que atuava no Espírito Santo era composta por dois empresários capixabas, além de outros membros.

LEIA TAMBÉM  Operação contra o crime organizado prende mais de 100 pessoas e atinge R$ 508 milhões em bens em 19 estados

Ela “agia como ‘prestadora de serviços’ de lavagem de capitais para outras organizações criminosas possuindo, inclusive, ligação com empresas e pessoas investigadas e denunciadas no âmbito de diversas fases da Operação Lava Jato”, informou a corporação.

Entre elas, as operações Chorume e Descarte, além de empresas já investigadas por agirem com os doleiros Alberto Youssef e Nelma Kodama, e uma companhia investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro acusada de desviar mais de R$ 98 milhões em ICMS.

O grupo investigado na ação desta terça teria movimentado mais de R$ 800 milhões. Os alvos dos mandados de prisão são membros responsáveis pelo esquema de lavagem de capitais, realizado por meio de empresas de fachada e fictícias. Estas eram criadas a partir de identidades falsas, expedidas pelo setor de identificação da Polícia Civil do Espírito Santo.

Segundo a polícia, a “organização criminosa se valia da precariedade do sistema atual de emissão de identidades civis e os beneficiários da lavagem, ou seja, os ‘clientes’ que tinham os valores remetidos para contas de empresas na China e Estados Unidos”.

A ação desta manhã é conduzida pela Divisão Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV/DEIC) e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPES), com apoio das Polícias Civis de São Paulo, Alagoas, Ceará e da Capitania dos Portos.

LEIA TAMBÉM  Operação contra o crime organizado prende mais de 100 pessoas e atinge R$ 508 milhões em bens em 19 estados

Participe do nosso Grupo
Entre no grupo do CIDADE NEWS OFICIAL no WhatsApp e receba notícias em tempo real GRUPO 1 | GRUPO 2

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo