Tragédia no bairro Ermelinda: mãe é assassinada pelo próprio filho em Belo Horizonte
Segundo o sargento Gleidson Wellvs, do 34º Batalhão, a vítima estava no quarto em condições chocantes:

Uma tragédia abalou os moradores do bairro Ermelinda, na Região Noroeste de Belo Horizonte, entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira (22). Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, foi morta pelo próprio filho, um jovem de 27 anos que enfrentava problemas de saúde mental.
Conforme informações apuradas, mãe e filho estavam trancados dentro do apartamento há cerca de três dias. Durante esse período, vizinhos estranharam a ausência de Jussara e o fato de ela não circular pelo condomínio, o que motivou preocupação.
Familiares relataram que o filho sofria de esquizofrenia, quadro que teria se agravado após um período vivido em Portugal com o pai. Sinais de alerta já haviam sido notados semanas antes, quando o jovem chegou a revirar a casa e trancou a mãe do lado de fora do imóvel durante uma noite fria. Na ocasião, parentes tentaram envolver a polícia, mas Jussara impediu a ligação, sempre acreditando na melhora do filho e buscando protegê-lo.
Na manhã desta segunda-feira, diante da intensificação da preocupação dos vizinhos, a Polícia Militar foi acionada. Ao chegar ao local, encontraram silêncio absoluto e decidiram arrombar a porta do apartamento. O jovem foi localizado descalço, sem camiseta, em pé e de frente para a entrada, sem oferecer resistência. Ele confessou o crime imediatamente.
Segundo o sargento Gleidson Wellvs, do 34º Batalhão, a vítima estava no quarto em condições chocantes: decapitada e com múltiplas perfurações. “Foi uma cena horrível, um crime bárbaro”, comentou o policial, visivelmente abalado pela situação.
Após o ato, o suspeito chegou a chorar e afirmou ter pensado em tirar a própria vida. Ele foi preso e encaminhado ao Hospital Odilon Behrens para avaliação.
Momentos antes da tragédia, moradores relatam ter ouvido o apelo desesperado de Jussara: “Não faz isso, filho, eu te amo.” Em seguida, o silêncio tomou conta do imóvel.
Familiares descrevem Jussara como uma mulher trabalhadora, comunicativa e dedicada aos filhos. “Minha irmã era uma mãezona. Dava a vida pelos filhos”, relembrou o irmão da vítima.
O caso segue sob investigação para esclarecer todas as circunstâncias e responsabilidades do crime. A comunidade local permanece consternada com o ocorrido.
Post de Pri Régia/Facebook


