Confira o Protesto da Oposição com Esparadrapo na Boca na Câmara
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, afirmou que o movimento será mantido enquanto não houver uma resposta das presidências da Câmara e do Senado.

Parlamentares da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram um protesto nesta terça-feira (5) no plenário da Câmara dos Deputados contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o ato, deputados e senadores cobriram a boca com esparadrapos, em protesto simbólico contra o que classificam como “censura” e “abuso de poder” por parte do ministro. A manifestação também marcou o início de um movimento de obstrução legislativa anunciado pela oposição, que promete travar as votações tanto na Câmara quanto no Senado.
José Cruz/Agência Brasil
“A partir de hoje, estamos em obstrução”, declarou o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). Segundo ele, a medida é uma resposta direta à decisão do STF contra Bolsonaro.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, afirmou que o movimento será mantido enquanto não houver uma resposta das presidências da Câmara e do Senado. “Não saíremos de ambas mesas até que os presidentes das duas Casas se reúnam para buscarmos resolver um problema de soberania nacional”, disse, antes de colocar uma mordaça na boca.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Entre as principais demandas da oposição estão: a votação do pedido de impeachment contra Moraes, a aprovação de uma proposta de anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e o fim do foro privilegiado para autoridades.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou o apelo pela anistia. “Já passou da hora de o Brasil virar essa página”, afirmou.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Na decisão publicada na segunda-feira (4), Moraes determinou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por entender que o ex-presidente teria participado da produção de vídeos destinados à publicação nas redes sociais de seus filhos e aliados, violando medidas cautelares anteriores. O ministro classificou o episódio como “continuação de práticas ilícitas” e apontou que o conteúdo buscava incitar apoiadores, pressionar instituições e estimular interferência externa, o que, segundo ele, representa uma afronta à soberania nacional.
José Cruz/Agência Brasil
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