Hamas agradece Lula por defesa de palestinos na ONU
Khaled Qaddoumi, representante político do grupo no Irã, se manifestou sobre discurso do petista

Khaled Qaddoumi, representante político do Hamas no Irã, classificou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao grupo terrorista como “positiva”. O comentário foi feito em função do discurso do petista na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo Qaddoumi, a postura de Lula “aponta para a direção certa”, conforme manifestação enviada ao Metrópoles, de quem são as informações.
– Essa é uma postura positiva por parte de um grupo de países, que aponta para a direção certa, para o bem da humanidade. Netanyahu e outros criminosos de guerra são declarados uma ameaça à humanidade e a principal causa da instabilidade e da falta de segurança em nível global – avaliou o representante político do Hamas no Irã.
Ainda segundo ele, Lula “escolheu estar do lado certo da história”.
– O presidente Lula do Brasil, eu pessoalmente o considero alguém que está em harmonia consigo mesmo, tanto como ser humano quanto como defensor dos direitos dos palestinos.
Em seu discurso, na última terça-feira (22), Lula acusou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de “genocídio”.
– Agora deve se debruçar sobre temas determinantes para o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre: multilateralismo ou unilateralismo; democracia ou extremismo; soberania ou subordinação. Essas escolhas demandam coragem, vontade política e clareza de objetivos. Isso é o que se espera de um estadista. Yasser Arafat e Yitzahk Rabin foram estadistas. Desafiaram o passado para projetar um futuro de paz. Foram derrotados pelo ódio. Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas. (…) Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que israelenses e palestinos possam viver em segurança. Ameaçar civilizações de extinção não trará estabilidade para o Oriente Médio. O Estreito de Ormuz transformou-se em trincheira da guerra, quando deveria permanecer uma passagem vital para o comércio internacional. Famílias em todo o mundo pagam pelo aumento dos preços de combustíveis, fertilizantes e alimentos – falou o petista.
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