Gasto com viagens de comissionados cresceu 213% no governo Lula
Só a primeira-dama Janja, já soma R$ 237 mil em voos pagos pelo Executivo

Os gastos do governo federal com viagens de servidores comissionados (pessoas nomeadas em cargos políticos, sem concurso público) cresceram 213% nos dois primeiros anos do atual governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em comparação com os dois últimos anos da gestão de Jair Bolsonaro (PL).
No total, as despesas chegaram a R$ 392,6 milhões, já corrigidas pela inflação (IPCA).
Somente com passagens aéreas, esse grupo consumiu R$ 200,9 milhões entre 2023 e 2024, valor 267% maior que os R$ 54,6 milhões registrados entre 2021 e 2022, últimos dois anos do mandato anterior.
Os dados são do Painel de Viagens, plataforma mantida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Viagens da primeira-dama também entram no radar
Entre os não-servidores com viagens custeadas pela União, destaca-se a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
Desde o início do atual mandato, o Poder Executivo já gastou R$ 237 mil com passagens aéreas para ela — valor que não inclui voos em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) nem despesas da equipe que a acompanha, composta por cerca de dez pessoas, incluindo fotógrafos, assessores, cerimonialistas e um militar responsável por atuar como ajudante de ordens.
Resumo dos gastos com passagens e diárias (valores corrigidos pelo IPCA)
Gastos totais (servidores e não-servidores)
- 2021 + 2022: R$ 2.387.816.571,81
- 2023 + 2024: R$ 4.520.313.176,10
- Variação: +89,31%
Somente passagens (servidores e não-servidores)
- 2021 + 2022: R$ 849.975.690,86
- 2023 + 2024: R$ 1.698.116.592,92
- Variação: +99,78%
Apenas comissionados (não-servidores) — passagens e diárias
- 2021 + 2022: R$ 125.157.225,39
- 2023 + 2024: R$ 392.660.137,19
- Variação: +213,73%
Apenas comissionados — somente passagens
- 2021 + 2022: R$ 54.632.275,53
- 2023 + 2024: R$ 200.993.463,18
- Variação: +267,90%.
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