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Lula volta a falar em “picanha” e inclui alcatra e maminha; veja

Discurso incluiu itens da feira que sofreram aumento significativo no último trimestre

     O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar em democratizar o acesso à “picanha” durante discurso na reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA). O evento aconteceu nesta quinta-feira (14), no município de Camaçari.

Além da carne bovina, o petista também falou sobre itens da feira, afirmando que mesmo os pobres devem ter condições de comprar produtos frescos, sem precisar da popular “xepa”, nos últimos horários. Dados recentes do IBGE revelam que, por exemplo, o tomate, citado por Lula, subiu 50% nos últimos três meses.

O presidente afirmou diante de colaboradores e outras autoridades que nasceu para governar em favor dos pobres.

— Eu nasci para fazer com que os pobres tenham o direito de andar de cabeça [erguida] neste país. Porque o pobre gosta de se vestir bem, gosta de estudar, gosta de comer produtos de primeira qualidade — afirmou.

A “picanha”, que foi uma das marcas da sua campanha eleitoral em 2022, foi novamente citada quando Lula falou sobre o pobre voltar a ter poder de compra e acesso a uma alimentação mais digna.

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— A gente não vai à feira depois do meio-dia para comprar tomate amassado, laranja amassada, o pessoal aperta tudo… Não! A gente quer ser o primeiro para comprar coisas de qualidade. A gente não quer bofe, a gente quer filé. A gente quer picanha, a gente quer alcatra, a gente quer maminha! A gente quer comer coisas gostosas que nós trabalhamos e temos direito — declarou.

Durante o atual mandato do petista, a carne bovina sofreu aumentos significativos. Em 2024, a alta foi de 8,7%, a maior no período de três anos. Dados da USP, agrupados de 2024 e 2025, apontam que, no atacado em São Paulo, o aumento do produto foi de 45%.

FEIRA FICOU MAIS CARA NO ÚLTIMO TRIMESTRE
Apesar do discurso de Lula, dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados na última terça (12) pelo IBGE, revelaram que vegetais comuns na mesa dos brasileiros sofreram aumentos significativos.

A cenoura sofreu aumento de 79,35%, o tomate, citado por Lula, 54,34%, seguido do pepino, com 48,6%, e da abobrinha, com 36,1%. Outros itens como repolho, cebola, morango, batata-inglesa, couve-flor e brócolis sofreram reajuste entre 20% e 30% nos preços.

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Um dos aspectos que têm influenciado no preço dos alimentos é a alta no preço dos combustíveis, devido aos conflitos no Oriente Médio.

— Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. (…) Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete — afirma José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.

O Estreito de Ormuz tem sido um dos principais alvos de embate entre os Estados Unidos e o Irã. O canal é rota de cerca de 20% de todo o petróleo utilizado no mundo.

Assista ao trecho do discurso de Lula na Bahia:

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