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Vorcaro cita Moraes e esposa em delação; veja o que o banqueiro disse

O contrato vigorou de fevereiro de 2024 até novembro de 2025, quando foi rompido após a liquidação do Master pelo Banco Central e a consequente prisão de Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero.

    O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou em sua proposta de delação premiada que fechou um contrato de R$ 129 milhões com o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Segundo as fontes, Vorcaro sustenta que não teria havido troca de favores entre ele e o ministro em razão do contrato.

Os detalhes do contrato

O contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci previa prestação de serviços jurídicos. Estabelecia que os R$ 129 milhões seriam pagos em três anos, em parcelas mensais de R$ 3,6 milhões.

O contrato vigorou de fevereiro de 2024 até novembro de 2025, quando foi rompido após a liquidação do Master pelo Banco Central e a consequente prisão de Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero.

O que disse Vorcaro

De acordo com as fontes ouvidas pelo jornalista, Vorcaro afirmou que o contrato com o escritório de Viviane Barci não teria sido o maior fechado pelo banco — ou seja, que houve contratos com valores maiores.

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Ele sustenta que não houve troca de favores entre ele e o ministro Alexandre de Moraes em razão do contrato.

O que diz o escritório de Viviane Barci

Em nota, o escritório de Viviane Barci confirmou o contrato com o Banco Master e ressaltou ter realizado 94 reuniões de trabalho com integrantes do banco, totalizando 267 horas. A advogada também informou ter produzido 36 pareceres e opiniões legais sobre temas como aspectos previdenciários, contratuais, negociais, trabalhistas, regulatórios, compliance, proteção de dados e crédito.

Situação da delação

A proposta de delação premiada de Vorcaro foi entregue pela defesa do banqueiro à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) na terça-feira (5). Agora, autoridades dos dois órgãos analisarão o material.

Nessa fase, investigadores vão verificar se o material apresentado tem elementos para comprovar o que Vorcaro afirmou. Se necessário, as autoridades poderão pedir mais informações ao dono do Master.

Somente após essa etapa é que a delação será encaminhada para homologação ou não pelo ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF. Se for homologada, a defesa espera que Vorcaro passe a cumprir prisão domiciliar.

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