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Bahia foi responsável por 81% dos votos que Lula perdeu no Nordeste

Baianos deram vitórias a governador e dois senadores do PT, mas reduziram em 208.310 votos o desempenho de Lula no 1º turno de 2022

   Marcado nas investigações da Polícia Federal como nascedouro de escândalos do Banco Master e do roubo a aposentados e pensionistas do INSS, o estado da Bahia foi responsável por 81% dos votos que o presidente Lula (PT) perdeu no Nordeste, no último domingo (4), em relação ao 1º turno de 2022.

Eleitores baianos foram responsáveis pela perda de 208.310 dos 258.555 votos que Lula deixou de receber em todo o Nordeste na primeira etapa das eleições presidenciais deste ano 2026. Ainda assim, não deixaram de reeleger o governador petista Jerônimo Rodrigues, de alçar ao Senado seu antecessor Rui Costa, e de renovar o mandato do senador Jaques Wagner, este último investigado pela Polícia Federal na 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura o crédito consignado operado pelo PT na Bahia, tratado na CPMI do INSS como a gênese das fraudes financeiras e dos descontos associativos que sangraram bilhões de aposentados, pensionistas e investidores brasileiros no Banco Master.

Na Bahia, que é o maior colégio eleitoral do Nordeste e quarto maior do Brasil, Lula havia obtido 5.873.081, no 1º turno de 2022. E recebeu 5.664.771 votos, 3,55% a menos, no último domingo.

Já em todo o Nordeste, o presidente petista caiu 1,19% em seu desempenho de 1º turno em relação 2022, quando polarizava a corrida presidencial contra a reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Foram 21.494.584 votos recebidos de nordestinos no último domingo, quando duelou contra Flávio Bolsonaro (PL), diante dos 21.753.139 votos obtidos na mesma etapa da eleição presidencial de 2022.

Lula durante convenção do PT-BA (Foto: TV PT)

PT da Bahia e escândalos

PT da Bahia e escândalos

Os governos do PT de Lula na Bahia criaram um tipo de empréstimo consignado conhecido como Credcesta, inspirado no programa que facilitava compra de itens da cesta básica na estatal Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). O mecanismo de endividamento de aposentados e de fraude no Master foi investigado na CPMI do INSS e na Compliance Zero. E nasceu sob a gestão do senador reeleito e ex-governador Jaques Wagner que foi líder do governo Lula no Senado.

A privatização da empresa pública que operava créditos para a rede estatal de supermercados Cesta do Povo ocorreu em meados de 2018, quando Jaques Wagner era secretário estadual de Desenvolvimento Econômico da Bahia, no governo de Rui Costa (PT), que foi ministro da Casa Civil de Lula.

A suspeita tem como origem o fato de a compra da Ebal ter incluído o sistema rebatizado como Credcesta. E é agravada pelo fato de a negociação ter sido liderada pelo banqueiro Augusto Lima, que é amigo de Jaques Wagner, dono do Banco Pleno e ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso pela maior fraude financeira da história do Brasil.

Opositores do PT e investigadores apontam o negócio avalizado na Bahia por petistas do alto clero do partido de Lula garantiu a expansão dos negócios financeiros que endividaram brasileiros e tragaram os Três Poderes da República para a atual crise política e institucional inédita.

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