EUA eliminam líder sênior do Estado Islâmico em ataque de precisão na Síria
Embora o Estado Islâmico tenha perdido o controle de seus amplos territórios na Síria em 2019, a organização mantém células ativas na clandestinidade.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que um ataque de precisão realizado no dia 19 de junho, no noroeste da Síria, resultou na morte de Ali Husayn al-‘Ulaywi, identificado como um dos líderes seniores do Estado Islâmico (EI). A operação faz parte dos esforços contínuos de Washington para desmantelar e eliminar extremistas que representem ameaça aos interesses e cidadãos americanos.
De acordo com o comunicado do Centcom, o ataque foi coordenado com “parceiros regionais” e ocorre em meio a uma escalada de incursões militares dos EUA na Síria, iniciada após a morte de três americanos em dezembro do ano passado. O comando militar, com sede na Flórida, reforçou seu compromisso de erradicar os remanescentes do grupo e garantir sua derrota duradoura.
Operação Olho de Falcão
O Exército dos Estados Unidos intensificou os bombardeios na região desde o início da chamada “Operação Olho de Falcão”, ordenada pelo presidente Donald Trump em 19 de dezembro. A ofensiva foi uma resposta direta a um ataque jihadista ocorrido uma semana antes em Palmira, que resultou na morte de dois soldados e um intérprete norte-americanos.
Segundo o Centcom, os ataques têm como alvo prioritário as infraestruturas logísticas e os depósitos de armas do grupo terrorista, visando prevenir novas ofensivas contra militares americanos e seus aliados. O atentado de dezembro em Palmira desencadeou a resposta militar mais contundente de Washington desde a queda territorial do EI em 2019.
Persistência da ameaça jihadista
Embora o Estado Islâmico tenha perdido o controle de seus amplos territórios na Síria em 2019, a organização mantém células ativas na clandestinidade. Após a queda do regime da família Assad em dezembro de 2024, a Síria passou a enfrentar um aumento expressivo de atentados atribuídos a esses remanescentes.
Em fevereiro deste ano, o porta-voz do grupo, Abu Huzaifa al-Ansari, convocou seus seguidores a atacar alvos ocidentais e judeus. Desde então, as forças americanas realizam operações periódicas de retaliação no norte e nordeste da Síria para neutralizar a ameaça de células adormecidas.
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