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Trump: Maduro está respondendo só por ‘uma fração’ de seus crimes

Presidente americano comentou situação do ditador no dia em que Maduro enfrentou sua segunda audiência

   O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta quinta-feira (26), que o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, capturado em Caracas e que enfrenta sua segunda audiência perante a Justiça americana, foi processado por apenas “uma fração” dos crimes que teria cometido.

– Imagino que virão outros julgamentos, já que, na realidade, ele só foi processado por uma fração dos crimes que cometeu. Outros casos serão apresentados – afirmou Trump durante uma reunião com seu gabinete na Casa Branca.

E prosseguiu:

– Ele esvaziou suas prisões em nosso país, e espero que, em algum momento, seja imputado por essa acusação, pois trata-se de uma denúncia grave que ainda não foi formulada, mas que deveria ser – acrescentou.

O republicano relembrou a operação militar de 3 de janeiro, que culminou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após a qual ambos passaram a enfrentar acusações relacionadas a narcoterrorismo e conspiração.

– Foi uma grande operação militar para capturar um homem extremamente perigoso, alguém que assassinou muitíssimas pessoas e que forçou outras a entrarem em nosso país – declarou.

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Maduro e sua esposa comparecem novamente nesta quinta perante um juiz federal de Nova Iorque no que representa a segunda audiência de seu processo judicial. O líder deposto da Venezuela é acusado de quatro crimes: três de conspiração para cometer narcoterrorismo, importar cocaína e possuir metralhadoras e artefatos destrutivos, além de um quarto delito por posse dessas armas.

– Ele foi um dos principais fornecedores de drogas que entram em nossa nação. Agora foi capturado e, suponho, está recebendo a garantia de um julgamento justo – comentou Trump.

Flores, por sua vez, é acusada de outros quatro crimes correlatos: dois de conspiração para importar cocaína, um de conspiração para posse de armas e outro de posse de armas. Em sua primeira audiência, Maduro declarou-se “inocente” e definiu a si mesmo como um “prisioneiro de guerra”.

Os advogados do casal, Barry Pollack e Mark Donnelly, apresentaram recentemente um documento solicitando a anulação das acusações, alegando que o governo dos EUA revogou as licenças que permitiam o uso de fundos venezuelanos para custear a defesa, o que classificam como um “erro administrativo”.

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*EFE

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