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OMS volta a criticar o passaporte Covid e lamenta desigualdade

Entidade defende que a medida não seja imposta se as vacinas não estiverem disponíveis a uma grande parte da população global

  A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou nesta sexta-feira (25) sua oposição aos chamados “passaportes Covid”, que na prática limitam a possibilidade de viajar a pessoas não vacinadas, e acrescentou que esta medida não deve ser posta em prática se as vacinas ainda não estiverem disponíveis a uma grande parcela da população global.

– A imposição dessa exigência representa uma dupla desigualdade, já que indivíduos de países sem acesso às vacinas teriam dificuldade para se deslocar – disse em entrevista coletiva o diretor de Emergências Sanitárias da OMS, o irlandês Mike Ryan.

O especialista deu como exemplo a vacina contra a febre amarela, que é necessária para entrar em determinados países onde é endêmica, “porque há acesso universal às doses, e a preços baixos”.

– Se forem ordenadas restrições à viagem de indivíduos, deve-se ao menos tentar que seja com algumas condições de igualdade de acesso às vacinas – destacou Ryan.

Por sua vez, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, acrescentou que a diferença no acesso às vacinas (principalmente entre países desenvolvidos e em desenvolvimento) “fez com que alguns lugares já conseguissem abrir suas sociedades, enquanto outros continuam enfrentando graves crises com um aumento acentuado de casos”.

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– O planeta inteiro está cansado de medidas de prevenção, mas enquanto os cidadãos dos países desenvolvidos já lotam as ruas e restaurantes, no resto do mundo os confinamentos continuam – lamentou Tedros.

Fonte: Pleno News

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