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Trump cancela ataque ao Irã após acordo preliminar e pedidos de aliados

Segundo Rubio, o governo de Teerã perdeu o “escudo convencional” que utilizava para se proteger:

      O presidente dos EUA afirmou que o entendimento prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim da ameaça nuclear iraniana; o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que Teerã está “ansioso” por um acordo após os ataques americanos degradarem suas defesas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (2) que cancelou um ataque militar planejado contra o Irã após receber apelos diretos de Teerã e de líderes do Oriente Médio para interromper a ofensiva. Segundo Trump, as partes em conflito concordaram com os “perímetros” de um entendimento que prevê a livre navegação no Estreito de Ormuz e o desmantelamento da ameaça nuclear iraniana.

“Os Estados Unidos estão preparados para atacar a República Islâmica do Irã com um nível de terror militar, força e poderio não vistos desde a Segunda Guerra Mundial. Apesar disso, o Irã e outros países do Oriente Médio nos pediram que interrompamos qualquer ataque, dado que foram acordados os termos de um acordo. Este acordo incluiria a abertura imediata, completa e total do Estreito de Ormuz e o fim da ameaça nuclear iraniana”, publicou Trump em sua rede social, Truth Social.

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O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reiterou que a recente sequência de bombardeiros destruiu partes estratégicas da Marinha, da Força Aérea, dos sistemas de defesa antimísseis e dos lançadores e instalações de armamentos do Irã, “degradando gravemente” a capacidade defensiva do regime.

Segundo Rubio, o governo de Teerã perdeu o “escudo convencional” que utilizava para se proteger:

“Isso mudou toda a dinâmica. É a única razão pela qual agora estão dispostos — e em alguns casos parecem ansiosos — a chegar a um acordo sobre a desnuclearização e sobre o Estreito. Porque agora nos aproximamos de uma posição de força, não de fraqueza”, declarou o diplomata.

Rubio destacou ainda que as ações do Irã no exterior — incluindo o financiamento dos ataques dos rebeldes houthi contra navios mercantes no Estreito de Bab el-Mandeb — deverão ser encerradas definitivamente.

A decisão de suspender os bombardeios ocorreu após uma série de contatos diplomáticos de alto nível:

  • Reunião com Israel: Trump esteve reunido em Washington com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

  • Apelo da Arábia Saudita: Segundo o portal Axios, o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, telefonou para Trump no sábado (1º) demonstrando extrema preocupação com os impactos de novos ataques contra refinarias e usinas elétricas iranianas, pedindo contenção e desescalada militar.

  • Contexto do conflito: A crise militar — iniciada em 28 de fevereiro com ações conjuntas dos EUA e de Israel contra alvos iranianos — já dura mais de cinco meses, tendo se expandido para rotas comerciais estratégicas no Mar Vermelho.

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