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Trump sugere que novo “Conselho da Paz” pode substituir a ONU na resolução de conflitos

O republicano voltou a criticar a atuação da ONU e disse que a entidade não tem cumprido o papel esperado na resolução de guerras e crises globais.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que o Conselho da Paz criado por seu governo pode, no futuro, assumir um papel semelhante ao das Nações Unidas na mediação de conflitos internacionais. A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado sobre a possibilidade de o novo órgão substituir a ONU.

“Pode ser que sim”, respondeu Trump, ao comentar se a iniciativa liderada por Washington para supervisionar a Faixa de Gaza poderia ocupar o espaço hoje exercido pela organização internacional. O republicano voltou a criticar a atuação da ONU e disse que a entidade não tem cumprido o papel esperado na resolução de guerras e crises globais.

“A ONU simplesmente não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca correspondeu às expectativas”, afirmou o presidente. Desde que retornou ao poder, em janeiro de 2025, Trump tem adotado uma postura crítica em relação a organismos multilaterais e já anunciou a saída dos Estados Unidos de diversas entidades internacionais, muitas delas ligadas ao sistema das Nações Unidas.

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Apesar das críticas, o presidente evitou defender abertamente o fim ou o esvaziamento da ONU. Segundo ele, a organização deveria continuar existindo devido ao seu potencial. “A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que eu resolvi… acredito que é preciso deixar a ONU continuar, porque o potencial é enorme”, disse.

Trump também confirmou que convidou líderes internacionais para integrar o Conselho da Paz, entre eles o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. De acordo com o norte-americano, Lula ainda não respondeu ao convite.

A criação do Conselho da Paz foi anunciada em 15 de janeiro e integra a segunda fase do plano dos Estados Unidos para encerrar o conflito na Faixa de Gaza. O órgão será chefiado pelo próprio Trump e terá como missão supervisionar o processo de desarmamento do Hamas, coordenar a reconstrução do território e apoiar a formação de um governo no período pós-guerra.

Embora um cessar-fogo tenha entrado em vigor em 10 de outubro de 2025, Israel e Hamas continuam trocando acusações de violações da trégua. Segundo comunicado divulgado pela Casa Branca, o Conselho da Paz terá um “papel essencial na execução dos 20 pontos do plano presidencial”, com foco na supervisão estratégica, na mobilização de recursos internacionais e na garantia de prestação de contas durante a transição de Gaza “do conflito para a paz e o desenvolvimento”.

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O texto oficial também prevê a criação de um comitê executivo fundador, responsável por colocar em prática as diretrizes do Conselho. Esse grupo será formado por líderes com experiência em diplomacia, desenvolvimento, infraestrutura e estratégia econômica. No convite enviado a chefes de Estado, o governo dos EUA afirma que deseja que o Conselho da Paz se torne o principal órgão de resolução de conflitos do mundo.

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