Feijão carioca fica 96,8% mais caro em comparação a 2025
Principal disparada ocorreu no início do ano

O valor do feijão carioca registrou aumento de 96,8% nos sete primeiros meses de 2026, quando comparado ao mesmo intervalo do último ano. Essa elevação acentuada posicionou o grão como o grande vetor de pressão nos custos de alimentos nos supermercados do país.
O feijão preto também encareceu, acumulando ganho de 18,1% entre janeiro e julho. Contudo, o cenário não foi uniforme nas gôndolas brasileiras. Variedades distintas, como o jalo e o vermelho, seguiram na direção contrária e tiveram quedas de 28,1% e 17,6%, respectivamente.
A disparada do carioca foi fortemente impulsionada por um salto temporário ocorrido no começo do ano. Apenas em janeiro, o custo médio do quilo atingiu a marca de R$ 27,50. No mês subsequente, entretanto, as cifras recuaram, indicando um evento bastante isolado no varejo.
As estatísticas apresentadas derivam de um mapeamento elaborado pela empresa VR. Para garantir a precisão dos dados, a companhia utiliza ferramentas de inteligência artificial aplicadas sobre notas fiscais reais, extraindo as informações enviadas por usuários de seu aplicativo.
O monitoramento cruza a Nomenclatura Comum do Mercosul com os cupons eletrônicos para separar as categorias exatas. Isso é fundamental porque os tamanhos das embalagens variam muito no comércio, exigindo comparações equivalentes para evitar graves distorções nos preços finais.
Cássio Carvalho, diretor-executivo da VR, ressalta a necessidade de avaliar os dados. Fatores sazonais e de oferta ditam as cifras nas prateleiras de forma desigual.
— O consumidor costuma generalizar o custo, mas a realidade exibe dinâmicas peculiares de demanda — pondera.
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