Autoridades britânicas alertam para doença que mata em 24h após retorno de viajantes
Os primeiros sintomas podem se assemelhar aos da gripe, mas rapidamente evoluem para quadros graves. Febre súbita, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço e erupções na pele são sinais de alerta.

Autoridades de saúde do Reino Unido emitiram um alerta para viajantes que retornam da Arábia Saudita, após a confirmação de casos da Doença Meningocócica Invasiva (IMD) em peregrinos que participaram do Umrah, a peregrinação islâmica a Meca. Segundo o tabloide britânico The Sun, o Escritório de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) confirmou cinco casos do sorogrupo W de meningococo (MenW) entre fevereiro e março deste ano em pessoas que estiveram no país árabe e seus familiares.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também notificou 11 casos de MenW na Arábia Saudita, todos relacionados ao Umrah, entre 7 de janeiro e 12 de março. Em resposta, as autoridades recomendam que viajantes se vacinem com a dose MenACWY, que protege contra quatro tipos da bactéria.
A bactéria Neisseria meningitidis pode estar presente na garganta sem causar sintomas, mas em alguns casos invade o organismo e provoca infecções graves como meningite e septicemia. A progressão da doença é rápida e pode ser fatal em poucas horas, com taxa de letalidade entre 8% e 15%.
Os primeiros sintomas podem se assemelhar aos da gripe, mas rapidamente evoluem para quadros graves. Febre súbita, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço e erupções na pele são sinais de alerta. Casos graves podem levar a complicações permanentes, como perda auditiva, danos neurológicos e amputações.
O risco é agravado pelas aglomerações típicas das peregrinações religiosas. “Milhões de pessoas se reúnem em locais fechados durante o Umrah e o Hajj, aumentando as chances de transmissão de doenças infecciosas”, alertou a Dra. Sahira Dar, presidente da Associação Médica Islâmica Britânica. Ela reforça a importância da vacinação para proteger os peregrinos e suas famílias.
O Dr. Shamez Ladhani, consultor epidemiológico da UKHSA, também destacou que a vacinação é “essencial” e deve ser feita ao menos dez dias antes da viagem. “Viajantes devem estar atentos a sintomas durante e após o retorno da Arábia Saudita. Em caso de sinais de meningite, devem procurar atendimento médico imediato”, orientou.
Além da meningite, a UKHSA alerta para o risco de infecção pelo coronavírus MERS-CoV, também conhecido como “gripe do camelo”, que circula na região e pode causar sintomas respiratórios graves.
A vacina MenACWY é obrigatória para obtenção de visto de entrada na Arábia Saudita e está disponível gratuitamente pelo NHS para adolescentes dos anos escolares 9 e 10. Para os demais viajantes, a vacina pode ser obtida em clínicas e farmácias particulares, e deve ser aplicada com antecedência mínima de dez dias da viagem. O certificado de vacinação tem validade de três a cinco anos, dependendo da fabricante.
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