✦ Agronegócio

Geada nocauteia produção de feijão: Vem mais frio por aí

Grande notícia de impacto do dia foi a geada que afetou lavouras no MS, SP e GO

  “Para quem for plantar, o recomendado é que se certifique das chances da chegada de uma frente fria mais forte no mês de setembro”. A afirmação é do presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses), Marcelo Lüders, ao apontar que o clima deve ser um vetor importante daqui para frente por, pelo menos, os próximos meses no Brasil e nos Estados Unidos.

“Mas a grande notícia de impacto do dia foi a geada que afetou lavouras no Mato Grosso do Sul, em São Paulo e em Goiás. A extensão do dano ainda não foi avaliada totalmente, pois precisa-se de alguns dias para ocorrer”, afirma o dirigente da maior entidade de pulses e colheitas especiais do Brasil.

O Dr. Luiz Carlos Molion, meteorologista que faz análises comparativas, fez o seguinte comentário para o Ibrafe na semana passada: “Há indícios que o inverno vai ser rigoroso. Minha preocupação é que, por similaridade ao ano 2006, pode haver uma geada retardatária na 1ª semana de setembro, que deve afetar as terras altas do Paraná: Ivaí, Irati, Castro, Guarapuava, por exemplo. Invernos mais longos, e consequentemente períodos de cultivo mais curtos serão mais frequentes nos próximos 15-20 anos, principalmente no Hemisfério Norte, EUA em particular.” 

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De acordo com Marcelo Lüders, este fator será determinante inclusive para a comercialização do feijão que será em parte armazenado da terceira safra. 

IMPOSTO X MERCADO
 
O ICMS cobrado por Goiás está contribuindo para atrapalhar a comercialização atualmente, afirma o presidente do Ibrafe. “Empacotadores de outros estados fazem as contas e, até o momento, fica difícil de fechar os números. R$ 280 é o valor que os produtores têm como mínimo para o produto no Vale do Araguaia. Até agora, quem tem absorvido aquele produto são os empacotadores do próprio estado. Por outro lado, o que tem dado possibilidade de que os produtores fiquem mais determinados se baseia no fato que o histórico para quem armazena e espera não é desfavorável. Isto é interessante se você é produtor ou investidor/especulador”, conclui.

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