Correios revelam prejuízo muito maior que o esperado; veja o valor
A receita bruta dos Correios em 2025 foi de R$ 17,3 bilhões, o que representa uma queda de mais de 11% em relação ao ano anterior.

Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, valor bem acima da estimativa anterior, que previa perdas de cerca de R$ 6 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (23) durante coletiva de imprensa com o presidente da estatal, Emmanoel Rondon.
Com o novo resultado, a empresa acumula 14 trimestres seguidos de prejuízo desde o fim de 2022. Segundo Rondon, o desempenho faz parte de uma fase de “diagnóstico” da companhia, marcada por queda nas receitas e aumento de despesas, especialmente com processos judiciais.
A receita bruta dos Correios em 2025 foi de R$ 17,3 bilhões, o que representa uma queda de mais de 11% em relação ao ano anterior. Um dos principais motivos apontados foi a forte redução no volume de encomendas internacionais, que caiu cerca de 66%. De acordo com a estatal, mudanças nas regras de tributação sobre importações de baixo valor afetaram diretamente esse tipo de operação.
Outro fator que pressionou o resultado foi o aumento das provisões para ações judiciais. A empresa reservou R$ 2,63 bilhões para possíveis perdas em processos trabalhistas, incluindo pagamentos de adicionais a funcionários. Além disso, parte do prejuízo está ligada a dívidas herdadas de gestões anteriores.
Internamente, a estatal aponta um “ciclo vicioso”, no qual dificuldades de caixa impactam a operação e reduzem a capacidade de fechar novos contratos, agravando ainda mais a queda de receitas.
Os Correios também revisaram para baixo a meta de adesão ao programa de demissão voluntária. A expectativa inicial era de 10 mil desligamentos, mas o número foi reduzido para pouco mais de 3 mil. Até o primeiro trimestre, cerca de 2.500 funcionários já haviam aderido.
Apesar disso, a direção afirma que o programa continua gerando economia, com expectativa de redução de custos ao longo de 2026. O caso reacende o debate sobre a situação financeira da estatal e os desafios para reequilibrar suas contas nos próximos anos.
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