Janaina dispara contra Cármen Lúcia: “Não adianta se desculpar”
Jurista e candidata participou do Pleno Time nesta quinta-feira

Janaina Paschoal (Progressistas-SP) teceu críticas contundentes à postura da ministra Cármen Lúcia durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada na terça-feira (15). Em tom de forte indignação, Janaina questionou a atuação da ministra e afirmou que, diante da gravidade das suspeitas discutidas, não bastaria pedir desculpas: seria necessário agir.
– A nossa paciência está por aqui (…) Então, quando a ministra Carmen Lúcia pede perdão, ela pede perdão com razão, mas ela não está cumprindo o seu papel – disse, em participação no Pleno Time nesta quinta-feira (17).
– Alguém tem que dizer isso, porque se ela é uma ministra do Supremo Tribunal Federal e existem esses indícios, ela tem que dar força pro presidente instaurar o inquérito – continuou, referindo à falta de suporte dada a Edson Fachin.
– A situação é muito grave, não adianta pedir desculpa, tem que agir – completou.
Última a se manifestar na sessão de terça, Cármen se declarou profundamente triste e consternada com o cenário atual do STF. Além disso, a magistrada ressaltou que a Suprema Corte teria causado um “mal-estar” ao povo brasileiro.
Lúcia também falou em vergonha pela ocasião e pelo fato de o principal assunto no país, a menos de 20 dias da eleição, ser o Judiciário e não o pleito.
Para Janaina, a existência de indícios envolvendo integrantes da própria Corte exige uma resposta institucional. Ela defendeu que o presidente do STF determine a abertura de uma investigação para apurar os fatos.
– Alguém tem que dizer isso, porque se ela é uma ministra do Supremo Tribunal Federal e existem esses indícios, ela tem que dar força pro presidente instaurar o inquérito – disse.
A jurista foi além e afirmou que a apuração não deveria ficar restrita a um único integrante do Supremo.
– Instaurar o inquérito para investigar todos os ministros mencionados em benesses, porque não é só o ministro Alexandre.
Janaina, que é candidata a deputada federal, também questionou a decisão de não avançar imediatamente com uma investigação. Segundo ela, a legislação estabelece uma diferença entre investigar e julgar, sendo que a investigação, em sua interpretação, não dependeria de uma deliberação do plenário da Corte.
– Essa investigação precisa acontecer. E é importante dizer que o que diz a legislação é que o julgamento e o processo são de competência do pleno, mas investigar é um dever do presidente da casa – declarou.
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