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Patrimônio de esquerdistas subiu até 870% nos últimos anos; veja

Paulo Pimenta, um dos exemplos de aumento patrimonial, teve aumento de 870% em seus bens

    As declarações de patrimônio feitas por candidatos de esquerda que disputam as eleições de 2026 mostraram uma forte valorização dos recursos informados à Justiça Eleitoral nos últimos anos. Em alguns casos, a alta chega a centenas de pontos percentuais, como indica um levantamento feito pelo Pleno.News com base nos dados do DivulgaCand, sistema de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre os nomes analisados, o maior salto é o do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que concorrerá ao cargo de senador no pleito de outubro. O patrimônio declarado pelo petista passou de R$ 192,8 mil em 2022 para R$ 1,87 milhão neste ano. Na prática, o valor é quase dez vezes maior, uma alta de 870%.

Outro caso que chama atenção é o do senador Jaques Wagner (PT-BA). Em 2018, ele declarou possuir R$ 3,3 milhões. Agora, o patrimônio informado à Justiça Eleitoral chega a R$ 24 milhões, um crescimento de aproximadamente 631%. Também na Bahia, o ex-ministro e candidato a senador Rui Costa (PT) declarou R$ 1,264 milhão em 2026, contra R$ 674 mil em 2018. O aumento é de 87%.

Já Manuela D’Ávila (PSOL), que disputará uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Sul, declarou R$ 1,376 milhão à Justiça Eleitoral neste ano. Em 2020, quando concorreu ao cargo de prefeita de Porto Alegre (RS), o valor informado era de R$ 455 mil. A alta chega a 202% em seis anos.

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Décio Lima (PT), outro postulante de esquerda ao Senado, mas por Santa Catarina, também mais que dobrou o patrimônio declarado. O petista passou de R$ 1,49 milhão em 2022 para R$ 3,17 milhões neste ano, crescimento de 113%.

Entre os deputados federais, Chico Alencar (PSOL-RJ) aparece com uma das maiores variações. O patrimônio declarado pelo psolista saltou de R$ 192 mil nas eleições de 2022 para R$ 961 mil no certame deste ano, crescimento de 400%.

No grupo de candidatos petistas à Câmara, o aumento também foi substancial. Rogério Correia (PT-MG), por exemplo, declarou R$ 1,1 milhão em 2026, ante R$ 717 mil em 2022, uma alta de 53%. Rui Falcão (PT-SP) passou de R$ 614 mil para R$ 912 mil no mesmo período, aumento de 48,5%. Pedro Rousseff (PT-MG), por sua vez, declarou R$ 78,6 mil em patrimônio para 2026 ante nenhum bem em 2024.

Os números chamam a atenção especialmente nos casos em que patrimônios declarados há alguns anos aparecem agora multiplicados várias vezes. O caso de Paulo Pimenta é o mais expressivo: para cada R$ 1 declarado anteriormente, o patrimônio informado agora equivale a quase R$ 10. No caso de Jaques Wagner, a diferença é ainda mais significativa em valores absolutos: são R$ 21,2 milhões a mais em oito anos.

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