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Boato sobre Flávio e padroeira chega a quase 1 milhão de posts

O Instituto Democracia em Xeque (IDX) divulgou neste sábado (26) um levantamento que apontou quase 1 milhão de publicações sobre o boato envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Foram 977,6 mil posts em 55 horas, com 8,5 milhões de interações. O estudo identificou 669,9 mil publicações apenas nas primeiras 24 horas. Com esse volume, o assunto ficou em terceiro lugar entre os temas políticos que mais movimentaram as redes sociais em 2026 nesse período inicial. Leia também 1 Gilmar defende juiz de garantias no STF e critica Mendonça 2 Naty Potira, homenageada por Neymar, morre aos 39 anos 3 Holandês rende policial, foge de Bangu e é recapturado 4 Lula diz que tomou 'atitude muito drástica', pois bets são 'desgraça' 5 ‘Dilma Bolada’ começou com fake sobre padroeira; entenda De acordo com o IDX, a repercussão só ficou abaixo de dois episódios. Um deles foi o confronto entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, no STF, em setembro. O outro envolveu áudios de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme Dark Horse, em maio. A origem do caso está ligada à retomada de um projeto apresentado em 2007 e arquivado no ano seguinte. Segundo o monitoramento feito pela equipe de Flávio, a primeira publicação relacionando o texto ao atual senador foi feita pelo influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, conhecido pelo perfil “Dilma Bolada”. A publicação ocorreu às 21h50 de quarta-feira (23), segundo informações apresentadas pela equipe do candidato ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O conteúdo passou a ser seguido por outras mensagens que associavam Flávio à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida. – Católico não vota em nenhum Bolsonaro e nem em nenhum candidato que queira retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira e Rainha do Brasil. Tudo com Jesus. Nada sem Maria. E Bolsonaro na cadeia! – escreveu Jeferson. A reportagem não conseguiu contato com o influenciador. O tema ganhou novo alcance na noite de quinta-feira (24), após o programa Em Pauta, da GloboNews, abordar uma possível reação da Igreja Católica ao projeto. A emissora mencionou uma suposta mobilização de evangélicos e afirmou que o episódio poderia beneficiar Lula entre os católicos. Horas depois, a GloboNews corrigiu a informação. – Nós pedimos desculpas pelo erro – afirmou a emissora em uma nota exibida durante a programação. Mesmo após a correção, uma mensagem atribuída ao coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom, George Marques da Silva e Silva, incentivou a continuidade dos compartilhamentos sobre o caso. A publicação foi posteriormente apagada. – Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar. Eles fizeram isso em outras eleições e quase nos ferram. Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte – dizia a mensagem. Flávio Bolsonaro pediu a prisão preventiva do integrante do governo Lula por causa da publicação. O caso também voltou a movimentar as redes neste sábado após André Mendonça determinar a retirada de conteúdos que apresentavam como verdadeira a informação de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Segundo o IDX, a decisão de Mendonça levou parte dos perfis políticos de esquerda a mudar o foco da discussão. As novas publicações passaram a tratar a medida como uma questão relacionada à censura e à liberdade de expressão. O levantamento analisou 345 publicações de perfis políticos. Desse conjunto, 66% foram classificados pelo instituto como ligados à esquerda, 33% à direita e 1% à imprensa. Nas interações, os perfis de esquerda concentraram 70%, enquanto os de direita ficaram com 30%. O principal tema identificado pelo estudo foi a associação de Flávio à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida. Esse grupo reuniu 53% das publicações analisadas, sendo 80% delas feitas por perfis classificados pelo IDX como de esquerda. Outro grupo, relacionado à mobilização evangélica e ao projeto de 2007, representou 17% das publicações. Segundo o instituto, 88% desse conteúdo veio de perfis de esquerda e 10% de perfis de direita. Também houve publicações sobre episódios envolvendo Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida em 2022. Esse grupo representou 11% do total, com 78% das mensagens atribuídas à esquerda e 22% à direita. Já a reação dos perfis de direita foi concentrada no tema “Flávio nega e ataca Globo”. Esse conjunto correspondeu a 20% das publicações monitoradas, com 96% delas feitas por perfis classificados pelo estudo como de direita. Para realizar o levantamento, o IDX informou ter monitorado mais de 19 mil perfis no Facebook, Instagram, YouTube, X e TikTok. A coleta também utilizou dados da ferramenta de monitoramento de redes sociais Talkwalker.

      O Instituto Democracia em Xeque (IDX) divulgou neste sábado (26) um levantamento que apontou quase 1 milhão de publicações sobre o boato envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Foram 977,6 mil posts em 55 horas, com 8,5 milhões de interações.

O estudo identificou 669,9 mil publicações apenas nas primeiras 24 horas. Com esse volume, o assunto ficou em terceiro lugar entre os temas políticos que mais movimentaram as redes sociais em 2026 nesse período inicial.

De acordo com o IDX, a repercussão só ficou abaixo de dois episódios. Um deles foi o confronto entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, no STF, em setembro. O outro envolveu áudios de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme Dark Horse, em maio.

A origem do caso está ligada à retomada de um projeto apresentado em 2007 e arquivado no ano seguinte. Segundo o monitoramento feito pela equipe de Flávio, a primeira publicação relacionando o texto ao atual senador foi feita pelo influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, conhecido pelo perfil “Dilma Bolada”.

A publicação ocorreu às 21h50 de quarta-feira (23), segundo informações apresentadas pela equipe do candidato ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O conteúdo passou a ser seguido por outras mensagens que associavam Flávio à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.

– Católico não vota em nenhum Bolsonaro e nem em nenhum candidato que queira retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira e Rainha do Brasil. Tudo com Jesus. Nada sem Maria. E Bolsonaro na cadeia! – escreveu Jeferson. A reportagem não conseguiu contato com o influenciador.

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O tema ganhou novo alcance na noite de quinta-feira (24), após o programa Em Pauta, da GloboNews, abordar uma possível reação da Igreja Católica ao projeto. A emissora mencionou uma suposta mobilização de evangélicos e afirmou que o episódio poderia beneficiar Lula entre os católicos.

Horas depois, a GloboNews corrigiu a informação.

– Nós pedimos desculpas pelo erro – afirmou a emissora em uma nota exibida durante a programação.

Mesmo após a correção, uma mensagem atribuída ao coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom, George Marques da Silva e Silva, incentivou a continuidade dos compartilhamentos sobre o caso. A publicação foi posteriormente apagada.

– Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar. Eles fizeram isso em outras eleições e quase nos ferram. Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte – dizia a mensagem.

Flávio Bolsonaro pediu a prisão preventiva do integrante do governo Lula por causa da publicação. O caso também voltou a movimentar as redes neste sábado após André Mendonça determinar a retirada de conteúdos que apresentavam como verdadeira a informação de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Segundo o IDX, a decisão de Mendonça levou parte dos perfis políticos de esquerda a mudar o foco da discussão. As novas publicações passaram a tratar a medida como uma questão relacionada à censura e à liberdade de expressão.

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O levantamento analisou 345 publicações de perfis políticos. Desse conjunto, 66% foram classificados pelo instituto como ligados à esquerda, 33% à direita e 1% à imprensa. Nas interações, os perfis de esquerda concentraram 70%, enquanto os de direita ficaram com 30%.

O principal tema identificado pelo estudo foi a associação de Flávio à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida. Esse grupo reuniu 53% das publicações analisadas, sendo 80% delas feitas por perfis classificados pelo IDX como de esquerda.

Outro grupo, relacionado à mobilização evangélica e ao projeto de 2007, representou 17% das publicações. Segundo o instituto, 88% desse conteúdo veio de perfis de esquerda e 10% de perfis de direita.

Também houve publicações sobre episódios envolvendo Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida em 2022. Esse grupo representou 11% do total, com 78% das mensagens atribuídas à esquerda e 22% à direita.

Já a reação dos perfis de direita foi concentrada no tema “Flávio nega e ataca Globo”. Esse conjunto correspondeu a 20% das publicações monitoradas, com 96% delas feitas por perfis classificados pelo estudo como de direita.

Para realizar o levantamento, o IDX informou ter monitorado mais de 19 mil perfis no Facebook, Instagram, YouTube, X e TikTok. A coleta também utilizou dados da ferramenta de monitoramento de redes sociais Talkwalker.

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